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Mostrando postagens com o rótulo Literatura de autoria feminina

DOIS POEMAS DE VÂNIA LÚCIA MALTA COSTA CATUNDA

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fotografia do arquivo pessoal da autora  MEU MENSAGEIRO DOS VENTOS O seu silêncio parece me perguntar  O que há por detrás do meu olhar? Respondo: um véu de sonhos a realizar. Um vislumbre de coisas a conquistar. Uma colheita de estrelas em noite de luar. Querido mensageiro da sorte,  sei que conhece o meu agir,o meu pensar. Quando estou feliz,  vive a balançar. Com alegria a fanfarrar. Seu som tibetano a circular. Que sigamos os mesmos trilhos no caminhar. Com vibrações positivas do universo a nos cercar. Proferidas no mesmo linguajar. Que só nós dois sabemos decifrar. imagem do Pinterest  -*- PORAQUÊ - PEIXE PILHA Que engenheira é a natureza! Fantástica obra de Deus! Um peixe com carga positiva. E carga negativa parece pilha! Famoso como Peixe-Poraquê Que na língua tupi significa: "O que coloca pra dormir". Vivente da Bacia  Amazônica. E rios da América do Sul. Conhecido como Peixe-Elétrico do Amazonas. Grande em tamanho e peso. Não morde, não ferroa, Mas...

TRÊS POEMAS DE MARIANA AGUIAR COUTO

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fotografia do arquivo pessoal da autora  A VÓ CEGA DA MENINA INOCÊNCIA O poder está de sapatos lustrados sentado à mesa. E rabisca ordens em papéis de timbre.  Escondida em forma de dom, encontra-se a persuasão. De onde a ordem vem. O que será feito é dito com doçura — imponência bruta. Dinheiro, política, poder.  A sombra do mal é o espelho do medo. A inocência pobre. Magra,  Baixa,  De olhos grandes. Atenta. Nos seus pés o primeiro tênis. — Felicidade. Pagamento. Olhos que brilham. Então parte, segue sua missão. Obstinação precoce. Forçada.   São pés pequenos que cruzam uma longa estrada. Mãos pequenas que pulam a cerca. O terço que se prende,  Por lá cai e fica.  A vó quem deu. — Proteção.  Rasga os bichos,  Segue ordens.  Mas a surpresa é a visita do ódio… Que chega sem avisar.  A inocência toma o lugar do bicho. Morre sem ver.  Deixa a vó. Que é cega,  Esperando uma  volta.  O feijão pra esquentar....

Minha Lavra do teu Livro 20 | "PINTE-ME DE AZUL!", de GISELA MARIA BESTER, por Nic Cardeal

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    Minha Lavra do teu Livro 20 - resenhas afetivas - "PINTE-ME DE AZUL"  PORQUE  "QUEM PINTA  COM PALAVRAS É POETA!"   (Rubem Alves)   Em  PINTE-ME DE AZUL!  (poesia, Goiânia-GO: Mondru Editora, 2023), seu primeiro livro individual fora do âmbito acadêmico jurídico,  GISELA MARIA BESTER comprova que, de fato, possui o dom da palavra, é sua amiga íntima, sua irmã, sua cúmplice! Com ela, Gisela viaja a todos os 'lugares' possíveis e imagináveis da linguagem, arriscando-se, com pleno domínio desta, muito além dos limites do papel - sua poesia é correnteza de rio, marola, onda de mar, queda de cachoeira, gota profunda do silencioso lago, permitindo vida própria a cada poema nascido dessas 'águas internas'!  Com seus poemas, Gisela  consegue alcançar aqueles recônditos inimagináveis do pensamento, brincando com a poesia intuitiva, com a materialidade das palavras, como quem desenha sensações invisíveis e estas tornam-se capazes de ...

DIANA PILATTI EM SEIS POEMAS

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  fotografia do arquivo pessoal da autora  Seis Poemas de DIANA PILATTI   DA CONSCIÊNCIA I nunca estou além da fronteira e aqui mente verso anáfora – sou o lá na cantiga ausente quem sabe ali quântica outra me falto sou o lapso a fuga talvez aí descoordenada fora do compasso o mesmo traço nômade de si II uma mulher sem nome caminha avulsa  na retina das horas luna cíclica no ventre templo no rosto partida em suas mãos finas o silêncio  tece outra mulher sem nome imagem do Pinterest   -*- ECOS por um segundo uma lágrima  é eternidade imagem do Pinterest  -*- ARTIFÍCIOS DO SILÊNCIO   Ontem você me disse que os fogos não fazem mais barulho. Como isso é possível? Luzir tão intensamente vestindo só o silêncio? Como é possível iluminar todos os horizontes, ser noite faiscante, sem alardear entre as nuvens? Ontem você me disse que os fogos não fazem mais barulho. Como poderia? Subir ao céu, alçar voo prateando o manto retinto sem retumbar pelas fres...