Postagens

EM DESTAQUE

A POESIA DE JEANNE ARAÚJO | por Nic Cardeal

Imagem
fotografia do arquivo pessoal da autora   8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Aprecie a poesia incrível de JEANNE ARAÚJO : 1)  A CIGANA  A cigana leu a minha mão: és irmã das coisas que fogem, estás aqui e lá separada ao meio pelo fio da metade. Espera, espera que o tempo cura e há de lhe fazer estrela. Deixa brilhar a centelha que a impulsiona à fogueira, onde fogo e palavra ardem juntos onde palha e poeira são esteira. Onde mãos são sempre preces e o olhar é chamamento. Espera, espera que o tempo cura E o que é eterno É um só momento. (* poema do livro Monte de Vênus , pág. 21) -*- capa do livro Monte de Vênus   2) RELICÁRIO  Renascida de dores

"A RELAÇÃO SISTÊMICA AUTOPOIÉTICA NAS GESTAS DAS ÁGUAS - NAS TROVAS DAS AMAZONIDADES", ARTIGO DE ISABEL CORGOSINHO

Imagem
fotografia do arquivo pessoal da autora  A RELAÇÃO SISTÊMICA AUTOPOIÉTICA NAS GESTAS DAS ÁGUAS – NAS TROVAS DAS AMAZONIDADES  sobre o livro "Amazonidades - gesta das águas", de Marta Cortezão                                                       por Isa Corgosinho   O livro que desenha os cursos das amazonidades nos indica, logo no título, uma das possíveis chaves interpretativas: seguir as gestas das águas. Seguindo os fluxos dos braços dos rios que deslizam sob a linguagem poética, adentramos um mundo que em nada refrata o modelo como a ciência moderna percebia o homem e seu ecossistema. O relógio, metáfora da forma mecânica de descrição deste mundo, é incapaz de marcar a complexidade da união sistêmica dos afluentes gestados nos capítulos, unidades unas e potentes, que formam um todo. O eu lírico, que se desdobra nas experiências vivenciadas no e pelos rios, não é um mero observador do curso e concurso das águas. Se vê refratado e refrata para o leitor as relações in

TRÊS POEMAS DE ISABEL FURINI

Imagem
fotografia do arquivo pessoal da autora   IRREVERSÍVEL    No espelho, os olhos perdidos da infância no céu, entre nuvens de ideias e de sonhos a réplica da barca de Caronte atracando nos cais da velhice talvez foi ontem ou anteontem que alguém me disse: “não existem vias para o arrependimento a vida é uma estrada sem retorno” . * imagem: DeviantArt, via Pinterest PERSPECTIVAS  Entre luzes e sombras a esperança (fantasiada de borboleta) ondula sobre as pétalas das rosas voa sobre as flores silvestres e faz milhares de desenhos   geométricos visando felizes perspectivas mas, durante a noite os desenhos são apagados pelas lágrimas violetas das prostitutas transfiguradas em gárgulas de pedra - pobres seres condenados ao abismo  e a ter (diariamente) o fígado devorado pela falsa e cruel moralidade humana. * imagem: Maisons des jardins, via Pinterest  BORDAR SONHOS?   coloco o fio de seda na agulha cada fio de seda que se arrebenta provoca

SETE POEMAS DE ISA CORGOSINHO - por Nic Cardeal

Imagem
fotografia do arquivo pessoal da autora   8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Hoje é dia de mergulhar na poesia inspiradora de ISA CORGOSINHO : 1) PREFÁCIO Do cio do aço Pré faço Memórias da pele nas asas do dia Poesia! Das asas do dia Pré faço Memórias da pele Do aço do cio Poesia! * 2) ECOS DE GALOS Persiga as fanopeias atônitas escondidas no silêncio P a l a v r a s   Acordá-las no ritmo de melopeias envolvê-las na transpirante dança de logopeias esculpidas na exatidão das pedras   Multiplicá-las nos lances de dados fazê-las voar sob o signo da leveza   Atadas aos pés alados de Perseu Ei-las: escudo e refraçã