Postagens

EM DESTAQUE

Minha Lavra do teu Livro 06 | "O LUTO DA BALEIA", de SOLANGE CIANNI, por Nic Cardeal

Imagem
Minha Lavra do teu Livro 06 - resenhas afetivas - "O LUTO DA BALEIA": PORQUE VIVER  TAMBÉM É DAS ÁGUAS  Porque viver tem dessas coisas: é preciso esperar que passem as águas  - todas as águas:  rasas ou fundas  revoltas ou inconclusas mal paradas ou moribundas - [ou entender que nunca] porque viver tem dessa coisa: é preciso voltar a ser a água  do oceano do templo - sem tempo -                                              é preciso morrer por fora  para sobrar por dentro (Nic Cardeal, Viver) Um livro [azul] em minhas mãos. Um azul atravessando abismos tão profundos, indo dar [em braçadas exaustivas] em outros azuis - céus que sonham pássaros em voo. Abro o azul. Encontro mães humanas, mães baleias, mães de todas as naturezas. Encontro vazio de filho - uma ausência resultante de inesperada [e tão prematura] partida. Leio o azul -  O LUTO DA BALEIA ( SOLANGE CIANNI , Brasília/DF: Maria Cobogó Coletivo Editorial, 2022). A apresentação, de João Paulo Oliveira, é um alerta - qu

A POESIA E A PROSA DE INES MAFRA | Projeto 8M

Imagem
fotografia do arquivo pessoal da autora  8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Mergulhe na palavra sempre surpreendente - em poesia ou em prosa - de INES MAFRA : QUEM É VOCÊ  Quem é você  que só acontece nas noites  em dias de chuva em dias de vento nunca em dias muito quentes Quem é você  que quebra o vidro separador do real e das fantasias Sinto estranha loucura por você  uma loucura forte e rápida  como o raio que aparece sem tempo de reflexão  e desaparece sem explicação  e joga seu fogo no céu  mas a chama explode na minha cabeça  Quem é você  que horror, que loucura que estranha energia  você conhece Que imprevisto futuro te espera que rara c

A POESIA MÚLTIPLA DE ISABEL FURINI | Projeto 8M

Imagem
fotografia do arquivo pessoal da autora  8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Mergulhe na poesia múltipla de ISABEL FURINI : VAN GOGH Ulula o chicote do tempo no vulcão das horas, e no local absurdo,                        tétrico, do porão da mente, o brilho dos quadros cinzela as noites de insônia. Enquanto emoções disputam espaços, a orelha - banida do tempo - impulsiona-se para a eternidade. (* poema publicado na 'Zunái - Revista de Poesia & Debates') -*-           -*-           QUARTO SEM SOMBRA Esquecido do mundo, Van Gogh pinta. Seus quadros são cartografia de subterrâneos anseios tatuados no corpo e nas mãos. O eu instintivo  

Minha Lavra do teu Livro 05 | "VIVÊNCIAS EM BIBLIOTERAPIA", de CRISTIANA SEIXAS, por Nic Cardeal

Imagem
Minha Lavra do teu Livro 05 - resenhas afetivas -  UM LIVRO DE SOBRE(VIVER):  "VIVÊNCIAS EM BIBLIOTERAPIA:    PRÁTICAS DO CUIDADO  ATRAVÉS DA LITERATURA" "As palavras podem abrir feridas,  mas também cicatrizam as chagas.  A palavra não sangra, a palavra cura.  A palavra liberta a dor.  E quando escrita, a dor nos pacifica.  A palavra é flor fechada quando dentro de nós.  Escrever é deixar a flor se abrir. " (Bartolomeu Campos de Queirós,  in:  'Para ler em silêncio' ) Fechar a última página de um livro faz a alma ter sensações muito paradoxais. Ao mesmo tempo parece que estou à beira de uma certa ‘felicidade clandestina’ (clariceando meu dizer), mas também estou às margens de uma súbita tristeza. Missão cumprida e saudades do que acabei de deixar nas páginas logo ali atrás. Foi assim que me senti após 232 páginas lidas, algumas delas relidas, anotadas, sublinhadas, como se degustasse um prato raro, profundamente delicioso.  VIVÊNCIAS EM BIBLIOTERAPIA: P