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A POESIA CONTUNDENTE DE MARCIA FRIGGI | por Nic Cardeal

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fotografia do arquivo pessoal da autora  8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Leia a poesia incrivelmente contundente de MARCIA FRIGGI : A ÚLTIMA LÁGRIMA Acomodou-se à condição de concha Entre as frestas que ainda havia Seixou escorrer - lâmina de dor e parto - em pérola  líquida- a última lágrima (* poema do livro Lâmina , p. 15) -*- imagem do Pinterest   FATAL Um calendário esquecido  sobre o criado-mudo que não sabe se hoje ou há trinta anos Um esqueleto esquartejado  pelo silêncio  dorme sob a cama A luz de um vaga-lume colado às tuas pálpebras  A fosforescência de uma lágrima  pregada entre fronhas Mãos trêmulas, tateias em busca de uma gota

A POESIA IMPRESSIONANTE DE IVY MENON | por Nic Cardeal

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fotografia do arquivo pessoal da autora   8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Navegue pela poesia sempre impressionante de IVY MENON : IN_ADEQUAÇÃO   infelicidade a minha nasci poeta não há muito o que dizer à rua o dia se vende e de mercado nada entendo pouco sei de sangue suor e lágrimas derramados no campo não comercializo Poesia ocupo-me de desimportâncias gastei-me noutra dimensão fugi da linha de combate desgostam-me enfrentamentos meus dedos uivam sílabas eu temo mediocridades luas novas idade das trevas e fogueiras bruxuleantes a incinerar-me as letras teimo-me cobrir de cores abstratas riscar-me de giz e as margens não comportam in_adequ

"COSTURANDO DEVANEIOS NAS VENTANIAS CÓSMICAS", ARTIGO DE ISABEL CORGOSINHO

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  COSTURANDO DEVANEIOS  NAS VENTANIAS CÓSMICAS sobre o livro "Costurando ventanias",  de Nic Cardeal  por Isa Corgosinho   O livro de Nic Cardeal Costurando ventanias me acompanhou na volta de João Pessoa para Brasília, as suas páginas vieram impregnadas da maresia de Jampa e agora experimentam o ar seco e a energia revitalizante do cerrado candango. Tive que interromper a leitura várias vezes em virtude da organização desse retorno. A cada retomada, experimentei novos sentidos em suas particulares costuras, por isso fui tomada pelo desejo de escrever sobre elas.    Nas costuras da prosa, as ventanias da poesia    O escritor Julio Cortázar [1] , ao refletir sobre as características do conto, afirma que escrever contos e poemas é algo parecido, quase um estado de transe. Esse estado seria provocado pela escolha de um material significativo. O livro Costurando ventanias conjuga-se no hibridismo de gêneros, ao associar acontecimentos da realidade (crônicas) com element