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Este pássaro louco está descontrolado | Poema de Marcella Wolkers, desenhos e arte gráfica de Catarina Mota

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  Este pássaro louco está descontrolado Poema de Marcella Wolkers Desenho e arte gráfica de Catarina Mota (cat.the.doer) Marcella Wolkers é goiana encaracoizada, reside em Portugal há 21 anos. Tem 4 obras lançadas assinadas como Marcella Reis. Participação e coordenação em várias antologias, membro da Academia de Letras e Artes de Fortaleza, conquistou alguns prêmios literários, formada em Ofícios do Espetáculo pela Chapitô e é também Técnica em Acção Educativa. Catarina Mota é atriz e clown, fez a sua formação profissional no Curso Profissional de Cenografia, Figurinos e Adereços da Escola Profissional de Artes e Oficios do espetáculo (Chapitô). Colabora com diversas companhias de teatro enquanto actriz e criadora. @cat.the.doer http://sejadonodoseunariz.wixsite.com/website

Crônica | Momentos que somam e dividem, por Chris Herrmann

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| coluna 16 | Momentos que somam e dividem por Chris Herrmann   É incrível como há momentos na vida da gente que, ao mesmo tempo que nos somam e dão muita satisfação, podem nos dividir interiormente.  Foi o que aconteceu comigo na virada de 2017 para 2018 e também três meses depois. Tive uma fase bem difícil e delicada por conta de um tratamento de câncer de mama. Antes do terrível diagnóstico, eu estava toda feliz, planejando o término do meu primeiro romance e uma possível viagem ao Brasil para lançá-lo em três cidades.   Apesar do susto do diagnóstico e as dificuldades enfrentadas no tratamento da doença, posso até dizer que me saí bem. Procurei unir forças para não me deixar deprimir, nem fazer com que a doença me vencesse. Não. Eu a venci com o apoio do avanço da ciência e da medicina, mesmo sabendo que isto só foi possível por conta de um diagnóstico prematuro em um exame de rotina. Mais aliviada, porém um tanto debilitada com as várias sessões de radioterapia, decidi aceitar o c

De Prosa e Arte | Quod Nomina - Crônica em Versos para homens que uivam pra Lua e mulheres que adoram Lobos.

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  Coluna 15 Quod Nomina - Crônica em Versos para homens que uivam pra Lua e mulheres que adoram Lobos. fonte pixabay.com Era dia primeiro do ano que começava com ausências das mais variadas origens trazidas na herança de um velho ano de dor, luto, contendas políticas, religiosas, muitos desgastes e distância. Tudo poderia ser apenas o início de mais um ciclo de muita labuta, sem muito brilho, pompa ou circunstância no confinamento dos nossos lares e dos nossos pensamentos. O prenúncio habitual dos inícios de ciclo de refazimento pessoal, energético e espiritual não estavam tão aparentes como de costume. Havia uma sombra naquele primeiro dia do ano. Uma desesperança, uma certa solidão gritando no íntimo. A solidão sempre esteve lá de maneira simbólica, mas agora além disso era física. Eu tão habituada às permanências seria obrigada a recomeçar a partir desta inimiga agora palpável. Confesso que ainda estava tateando possibilidades dentro desse novo contexto. Solidão é algo assustador pa

A Voz Literária | Essa questão do Amazonas na República da Morte

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| Coluna 1 | Essa questão do Amazonas na República da Morte por Cristiane Tolomei Na antiga República das Bananas, hoje conhecida como a República da Morte, a cada instante há notícias que chocam os brasileiros e os estrangeiros. Assistir às cenas dos hospitais de Manaus, no Amazonas, como cemitérios humanos por falta de oxigênio é assolador. O leito dos pacientes tornou-se câmara da morte, dessa vez sem gás e sem oxigênio, somente o vazio nos pulmões daqueles que precisavam do elemento mais básico de sobrevivência.  Falar do descaso dos loucos que estão no poder federal é notícia corriqueira, infelizmente; agora, familiares e amigos comprando oxigênio, carregando nas próprias mãos e entrando desesperados nos hospitais foi uma cena que perdurará nas mentes de toda a população. A justificativa dada pelos governantes é a logística, pois o estado do Amazonas é longe e de difícil acesso, logo, a demora para o envio dos cilindros de oxigênio. Como longe? É Brasil, e por mais que muitos aqui

Coluna 02 | Fala aí... Isabel Bastos Nunes (Portugal)

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| coluna 02 | A vida on- line por Isabel Bastos Nunes                                                      (autora convidada)   Descobri penosamente que a minha vida dependia muito do contacto pessoal,  dos abraços e beijos, dos risos e gracejos de todos quanto me rodeavam. Os convívios informais, as tertúlias, as apresentações e lançamentos de livros que faziam o meu dia-a-dia eram-me absolutamente necessários, mas só tive a noção disso quando me dei conta que as palavras de ordem eram: - isolamento, confinamento, distâncimento. Ao longo destes meses, o meu contacto e a minha prestação como poeta tem-se remetido on-line (apenas conversando com o meu computador). Foi preciso chegar aqui, para perceber o quanto me faz falta um simples abraço! Quando dei conta da realidade, dei-me a ler os postes dos meus amigos em longos desabafos, em partilhas de poemas, músicas, e agradecimentos aos comentários por baixo escritos, coisa que normalmente me passava ao lado. Egoisticamente pensav

Resenha do livro 'Encontros Desconcertantes', de Priscila Prado

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(capa do livro Encontros desconcertantes ) PORQUE VIVER 'É POESIA QUE SE DESCONCERTA' por Nic Cardeal  Na obra ENCONTROS DESCONCERTANTES  (Curitiba: Insight, 2018), a poeta PRISCILA PRADO faz  poesia com palavras e imagens, numa mistura incrivelmente deliciosa de ver - e ler! Como muito bem dito na quarta capa, "encontros desconcertantes é palavra e imagem. É poesia que se desconcerta quando encontra o olhar, a escuta, a alma do leitor. Desconcerta-se e segue. Aberta" . O livro todo mergulha nesse recorte mágico entre imagem e palavra e, sendo assim, o que a palavra não alcança, a imagem que a circunda dá conta de o fazer, e vice-versa (ou vice-verso?), num encantador jeito de fazer acontecer o encontro com o 'mundo', com o 'outro', com o 'limite', o encontro com o 'tempo', com a 'poesia', com a 'natureza', para, ao final, reverberar tudo isso bem fundo, no encontro 'consigo' mesma. Na busca da poética do encont

Coluna 01 | Fala aí... - Apresentação, por Adriana Mayrinck

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| coluna 01 | Apresentação da nova coluna Fala Aí A coluna Fala aí... (nome da autora) foi criada para você, que apoia as iniciativas da In-Finita e/ou do Mulherio das Letras Portugal , para expor as suas opiniões sobre qualquer tema, sob a ótica do universo feminino. A intenção é fortalecer a literatura contemporânea, divulgar a escrita e ações das autoras lusófonas ou que escrevem em língua portuguesa. Conhecer um pouco mais sobre o que pensa, em prosa, crônica, conto, opinião. Pode também falar sobre seus projetos, eventos ou livros. Peço que evite poesia, pois temos o grupo Mulherio das Letras Portugal, Mulherio das Letras União Europa ou Mulherio das Letras na Lua e também, as coletâneas e colecções organizadas pela In-Finita ou parceiras para essa finalidade. Divulgue-se! Seja Bem-Vinda!   Um abraço Adriana Mayrinck   Para participar: Requisito: Fazer parte do Mulherio das Letras Portugal ou participar de uma das iniciativas da In-Finita (livros individuais, assessor

Para não dizer que não falei dos cravos | Três poemas de José Danilo Rangel

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  Três poemas de José Danilo Rangel ISSO DE SER POETA   Há um tanto de masoquismo nisso de ser poeta: chupamos o lirismo direto das tetas da dor   — Deliciados.   Ou serei só eu? Duvido muito.   E essa não é nem metade da controvérsia em ser poeta,   Confesso e talvez não só por mim.   Há pequenas e grandes vilanias; quando não estamos cavucando o coração, por exemplo, estamos espiando o mundo pelas fechaduras cotidianas   Sempre em busca de um poema envergonhado.   Fofoqueiros e poetas têm isso em comum: os olhos atentos e sempre mais do que deviam.   Buscamos luzes, sim, luzes, como mariposas e religiosos   E fogo pra aquecer corpo e alma.   Mas somos também porcos farejando de longe a alegria da lavagem.   As pessoas precisam deixar de buscar grandeza nos poetas, deixar de querê-los como exemplo e guias   E sabedores de qualquer coisa,   Não sei.   O séquito me olha e querem precis