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Mostrando postagens de Abril, 2022

SETE POEMAS DE ISA CORGOSINHO - por Nic Cardeal

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fotografia do arquivo pessoal da autora   8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Hoje é dia de mergulhar na poesia inspiradora de ISA CORGOSINHO : 1) PREFÁCIO Do cio do aço Pré faço Memórias da pele nas asas do dia Poesia! Das asas do dia Pré faço Memórias da pele Do aço do cio Poesia! * 2) ECOS DE GALOS Persiga as fanopeias atônitas escondidas no silêncio P a l a v r a s   Acordá-las no ritmo de melopeias envolvê-las na transpirante dança de logopeias esculpidas na exatidão das pedras   Multiplicá-las nos lances de dados fazê-las voar sob o signo da leveza   Atadas aos pés alados de Perseu Ei-las: escudo e refraçã

A POESIA DE WANDA MONTEIRO | por Nic Cardeal

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  fotografia do arquivo pessoal da autora  8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Leia a poesia sempre impressionante de WANDA MONTEIRO : 1) regressar à corrente do tempo reter tudo que nele corre por palavras ler as horas de sua líquida linguagem  escutar a ressonância de suas claridades de seus escuros pela escrita transver o curso desse rio a palavra - o caminho - a linha ao desalinho dos sentidos escrever - silente exercício  de viver a solidão do pensamento * poema/imagem do arquivo pessoal da autora   2) tu qu e habitas essa ilha de memória  margeando passado nessa terra de parto vida e morte olha procura por debaixo das coisas miúdas  os sen

UM POEMA DE MARIA DOS NAVEGANTES QUEIROZ

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Poema em homenagem a  Valdeci de Andrade Gomes fotografia do arquivo pessoal da autora I A casa de taipa adormece em Guamaré. De madeira, cheia de sombras verdes. Estrelas através do crepúsculo na maré. Sonhos de pescadores seguros nas paredes. Nas tábuas de um aparador desbotado humildes pratos repousam como amigos. Uma rede, com cores de um tempo passado, estende-se perto dos colchões antigos. Há nove crianças, almas jogadas ao vento. O fogão de lenha, com chamas dos trópicos, curva-se diante do teto sem mantimentos, em rezas de joelhos para Santa Conceição. E, lá fora, redemoinhos de poeira dançam. No céu, os ventos, as dunas, o coração. Na sombra, as ondas do mar soluçam. II Um homem no mar.  Desde criança, marinheiro, seu corpo se lança na batalha rumo ao acaso. Na máquina do Mundo, ele deve ir primeiro, seus filhos estão com fome, sem atraso. A água sobe os degraus da ventura humana. Sozinho, governa seu barco com quatro velas. A mulher em casa, costurando a lona insana, remontan