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Mostrando postagens de Maio, 2022

A POESIA DE HELENA ARRUDA | por Nic Cardeal

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fotografia do arquivo pessoal da autora   8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal *) Leia a poesia sempre impressionante de HELENA ARRUDA : 1) NAUFRÁGIOS  sobre o mar ondulante minha embarcação segue à deriva. sou obrigada a pegar o leme e a jogar no mar tudo o que não quero, na tentativa de flutuar um pouco mais. o barquinho segue afundando : água por todos os pequenos orifícios. sou minha própria embarcação. não cabem nela desassossegos desmemórias desviveres. vivo. subo na proa e tento encontrar a ilha, mas descubro com saramago minha existência : cruzo as fronteiras do pensamento e atravesso sem cessar as tempestades. na linha do horizonte alaran

A POESIA DE JEANNE ARAÚJO | por Nic Cardeal

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fotografia do arquivo pessoal da autora   8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Aprecie a poesia incrível de JEANNE ARAÚJO : 1)  A CIGANA  A cigana leu a minha mão: és irmã das coisas que fogem, estás aqui e lá separada ao meio pelo fio da metade. Espera, espera que o tempo cura e há de lhe fazer estrela. Deixa brilhar a centelha que a impulsiona à fogueira, onde fogo e palavra ardem juntos onde palha e poeira são esteira. Onde mãos são sempre preces e o olhar é chamamento. Espera, espera que o tempo cura E o que é eterno É um só momento. (* poema do livro Monte de Vênus , pág. 21) -*- capa do livro Monte de Vênus   2) RELICÁRIO  Renascida de dores

"A RELAÇÃO SISTÊMICA AUTOPOIÉTICA NAS GESTAS DAS ÁGUAS - NAS TROVAS DAS AMAZONIDADES", ARTIGO DE ISABEL CORGOSINHO

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fotografia do arquivo pessoal da autora  A RELAÇÃO SISTÊMICA AUTOPOIÉTICA NAS GESTAS DAS ÁGUAS – NAS TROVAS DAS AMAZONIDADES  sobre o livro "Amazonidades - gesta das águas", de Marta Cortezão                                                       por Isa Corgosinho   O livro que desenha os cursos das amazonidades nos indica, logo no título, uma das possíveis chaves interpretativas: seguir as gestas das águas. Seguindo os fluxos dos braços dos rios que deslizam sob a linguagem poética, adentramos um mundo que em nada refrata o modelo como a ciência moderna percebia o homem e seu ecossistema. O relógio, metáfora da forma mecânica de descrição deste mundo, é incapaz de marcar a complexidade da união sistêmica dos afluentes gestados nos capítulos, unidades unas e potentes, que formam um todo. O eu lírico, que se desdobra nas experiências vivenciadas no e pelos rios, não é um mero observador do curso e concurso das águas. Se vê refratado e refrata para o leitor as relações in