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Mostrando postagens de Março, 2022

UM TRECHO DO LIVRO "SYNTHOMAS DE POESIA NA INFÂNCIA", DE GLORIA KIRINUS - por Nic Cardeal

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fotografia do arquivo pessoal da autora  8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Hoje é dia de degustar importantes reflexões sobre a poesia, na palavra sempre espetacular da escritora Gloria Kirinus ! Saboreie o seguinte trecho do seu livro Synthomas de poesia na infância : SOBRE A POESIA "O mundo não foi feito em alfabeto.   Senão que primeiro em água e luz. Depois árvore. Depois lagartixas. Apareceu um homem na beira do rio. Apareceu uma ave na beira do rio. Apareceu uma concha. A pedra foi descoberta por um índio." (Manoel de Barros) "A natureza humana é poética e naturalmente transdisciplinar. O primeiro olhar do homem primordial

Seis poemas de Josuelene Souza

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  Seis poemas de  Josuelene Souza (imagem do Google) MULHER SUBLIME Sou o silêncio dos pássaros diante do entardecer Sou o silêncio raro do amanhecer Sou o sol da manhã escaldante Sou a manhã exuberante Sou a flor que brota no sertão Sou o sertão que corre nas minhas veias Sou a veia que liga o sertão ao mar Sou terra seca que corre para o mar Sou cobra coral que rasteja no chão Sou o carcará que observa o tempo Sou o tempo que passa lentamente Sou a terra à espera da chuva Sou a chuva à espera da terra Sou vento do sertão que abraça a noite Sou terra Sou água Sou fogo Sou ar Sou pássaro noturno Sou pássaro diurno Sou a flor do sertão Sou açucena Sou amor Sou força Sou resistência Sou mulher sublime Na força Na vida Sublime, eu sou!  * (imagem do Pinterest) TERRA MORENA Saudade da terra morena do sertão Saudade do luar do sertão Saudade dos rios e das águas do mar Saudade que grita no peito! Sou a terra morena que corre em busca das águas claras Sou a terra morena que arde ao sol que

A POESIA DE LÍRIA PORTO - por Nic Cardeal

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(Líria Porto, por Carlos Magno Sena) 8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Hoje é dia da poesia - sempre profunda, contundente, espetacular - de LÍRIA PORTO : 1) ARTE  Existe um ipê-amarelo, floresce na minha serra. Antes da chuva ele explode, nada vi assim tão belo. Eu acho - o menino-deus esteve a brincar com ovo, sujou os dedos de gema e limpou a mão nas flores." (* poema publicado no livro Asa de passarinho ) -*-*-*- (capa do livro Asa de passarinho ) 2) ENQUANTO DURMO a poesia me pega no jeito enfia-me a agulha na veia retira uma tinta vermelha  e injeta uma azul escrevo um trevo                      em quatro folhas (* poema publicado no

De Prosa & Arte | Quando as máscaras caem

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  Coluna 36 https://pixabay.com/pt/users/anncapictures-1564471 Quando as máscaras caem É notório o acúmulo de sentimentos que disfarçávamos. Agora mascarados diariamente, horas a fio nestes dias densos de perdas e adoecimentos, olhos expostos são denúncia e premonição de fatalidades, são resenhas inteiras de insatisfação. A parte quase boa de não mais mostrarmos os dentes em largos sorrisos, é que precisamos de um esforço colossal para que sejam expressos no olhar os afetos. Sinto muito termos aprendido tardiamente a sorrir com os olhos, janelas da alma como diria um poeta, ultimamente esses labirintos de observação e lágrimas, são capazes de denunciar qualquer esboço de aflição e também a sutileza de nossos desejos.  Apartados de beijos e abraços, os olhos são capazes de nos esvaziar dos incômodos e das mazelas. Também podem nos impingir medo. E agora mascarados é que mostramos nossa verdadeira face. Ansiamos reencontros, desvelamos as angústias, isolados do mundo nos vimos a sós cono