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Mostrando postagens de Agosto, 2020

PodPapo 08 | entrevista com a escritora Maria Valéria Rezende

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|  PodPapo 08  | PodPapo - Entrevista com a escritora Maria Valéria Rezende por Chris Herrmann A nova edição  da nossa coluna de entrevistas em formato de áudio é com a queridíssima escritora Maria Valéria Rezende . Foram 30 minutos de um bate-papo muito agradável que abordou algumas curiosidades sobre a vida e a carreira da autora. A entrevista foi realizada na data de hoje, via Messenger. Para ouvir clique na seta abaixo do nosso Podcast: Maria Valéria Rezende  nasceu em 1942, na  cidade de Santos (SP), onde viveu até aos 18 anos. Desde 1976 que vive na  Paraíba, tendo já recebido o título de cidadã paraibana. Formada em Língua e Literatura Francesa, Pedagogia e mestre em Sociologia, dedicou-se, desde os anos 1960, à Educação Popular, em diferentes regiões do Brasil e no exterior, tendo trabalhado em todos os continentes. ​ Às vésperas de completar 60 anos de intensos périplos, em 2001, começou a publicar literatura com a primeira versã

Era uma vez 6 I Escritora Vanessa Tavares: o sonho que deu certo

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  "Parecia brincadeira Mas não era não Você carregava seu paninho Para qualquer situação Nos primeiros passos Nas brincadeiras Em todos os momentos O paninho estava presente Era tudo diversão Se ia para escola Tinha o paninho na mão Se era pra dormir O paninho estava ali" Este é um trecho do livro ' Para o Menino do Paninho Azu l', terceiro livro publicado pela escritora Vanessa Tavares. O livro é uma carta de amor que ela fez para seu filho e foi publicado pela Editora Madre Pérola.  " Eu gosto de criar, não só os textos, mas também crio os personagens, como eles serão, o jeito deles. Amo cada personagem, alguns existem na vida real, outros são imaginários.", diz a autora. Vanessa Tavares nasceu na cidade do Rio de Janeiro e atualmente mora em Curitiba. É pedagoga e psicopedagoga, mestra em Educação pela PUCPR.  Ela escreveu seu primeiro livro aos 09 anos, sonhava em ser escritora, no entanto este sonho ficou engavetado e até esquecido. Até que em 2016,

Cinco poemas de Vanessa Franco | "Uma vontade de voar"

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  Fonte: pixabay.com Cinco poemas de Vanessa Franco "Uma vontade de voar" Vontade   No coração um aperto Uma vontade de voar De sair por entre as águas De correr por entre as matas De aventurar um caminho De sentir o cheiro da noite E voltar por entre as águas.     A vitrine   Sair da vitrine Não quero olhar Sair do caminho Estou dentro do mar Sacudir as cadeiras Não quero sentar Saltei pela janela Estou fora do ar. Fonte: pixabay.com A cachorrinha   A noite escurecia tanto Mas a lupitinha não vinha Ficou entre flores e terra Ficou entre a sombra e o vento Ficou entre a saudade guardada Num sol de encantamento.     Perdemos   Perdemos coisas Um sapato pequeno Uma flor esquecida num banco E as folhas amareladas Que um dia cultivamos.     Versos   Nesses versos pequenos Nesses versos de agora Caminhamos nas tardes Com versos de outrora. Fonte: pixabay.com   Vanessa Franco   de Sá Faria

Divina Leitura | Vitória por nocaute em "Não presta pra nada" de Marta Cocco

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  Coluna 04 Vitória por nocaute em Não presta pra nada de Marta Cocco - por Divanize Carbonieri   Não presta pra nada (2016) de Marta Helena Cocco é um livro delicioso. Em tramas bem elaboradas com os fios de diferentes falares, a autora criou tipos humanos peculiares, pessoas muito parecidas com aquelas que conhecemos na realidade. São treze contos, todos com protagonistas mulheres (a exceção é “O regresso”, em que o marido parece ter tanta relevância para o enredo quanto a mulher, talvez até um pouco mais). Ainda que as histórias se refiram, em sua maioria, a situações tristes ou melancólicas, muitas delas são permeadas de humor. Trata-se de um humor reflexivo e dolorido, uma conscientização irônica das dores do mundo. Em relação à temática, é possível perceber três eixos principais: as relações familiares, a assimetria no relacionamento entre homens e mulheres (resultando muitas vezes em violência) e a destituição social. As relações familiares retratadas são norteadas por um cert

Quatro poemas de Maria Elizabete Nascimento de Oliveira | Nas asas do inaudível

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  Fonte: pixabay.com Quatro poemas de Maria Elizabete Nascimento de Oliveira Nas asas do inaudível O silêncio   Silêncio nunca é ausência. É plenitude, criação fetal. Às vezes, meigo, embala o sono, perfuma o sonho. Outras, selvagem, chega galopante, tortura a mente, espreme o cérebro, arrasta-nos do/para o cativeiro, companheiro de redenção.     Manifesto   Onde estão as mulheres escritas pela goiana Cora Coralina, pela mineira Conceição Evaristo, pela ucraniana-brasileira Clarice Lispector e tantas outras que escrevem e escreveram com o sangue que jorrou de si? Apagadas, invisíveis, sem valor... Gritos sufocados no universo de papel, mulher-esposa, mulher-amante, mulher-mãe, mulher-sonhadora, mulher-profissional, mulher-sedutora, mulher-mulheres. Vivendo todas em uma. Este ser múltiplo, original. Avante! Abra as portas e as janelas, respire o ar que, também, sai de suas entranhas. Únicas, desiguais. F

Preciosidades Antológicas 08 | Kátia Borges, Lana Queiroga e Lázara Papandrea

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|  coluna 08  | Preciosidades Antológicas - três autoras Kátia Borges, Lana Queiroga e Lázara Papandrea por Chris Herrmann Na coluna de hoje, destacamos o poema das três autoras acima, da  I Antologia Digital de Poesia Porque Somos Mulheres , lançada em Maio/2020 pelo selo Ser MulherArte Editorial . Foram 149 poetas selecionadas e/ou convidadas das 208 inscritas, que nos orgulharam muito pela qualidade e diversidade das obras. Desejamos a vocês boas leituras! clique na imagem para ler o e-book gratuito Ser MulherArte Editorial, 2020

Resenha do livro juvenil TÃO LONGE... TÃO PERTO, de Silvana de Menezes

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(Capa do livro TÃO LONGE... TÃO PERTO ) PORQUE NUNCA É TÃO LONGE E NEM SEMPRE É TÃO PERTO! por Nic Cardeal  Pelos olhos de um menino de 10 anos, no fantástico livro TÃO LONGE... TÃO PERTO (Belo Horizonte: Lê,  2007),  SILVANA DE MENEZES conta a história de um encontro mágico, às vezes trágico, de duas vidas - uma que chega ao mundo e outra que se vai (esvai) do mundo - trazendo à tona o questionamento sobre nossa passagem pelo tempo, as nuances, alegrias, desgastes e complicações - e pontuando de maneira muito acertada o quanto, de fato, é inegável que a vida seja cíclica - começos e fins sempre se encontrando para um determinado fim (objetivo) que por nós ainda segue desconhecido. Com essa obra a autora, que também o ilustra, foi ganhadora do Prêmio Jabuti 2008 de melhor livro juvenil.  Rafael é filho único de um casal e, aos 10 anos, por circunstâncias familiares, passa a ser praticamente obrigado a assistir bem de pertinho a evolução  da doença de Alzheimer a as

Um miniconto de Silviane Ramos | "De que cor ficou?"

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Fonte: pixabay.com Um miniconto de Silviane Ramos De que cor ficou?   De que cor ficou é o que questiona Joana a Maria. Estavam discutindo sobre os coiós que vinham tomando nos últimos tempos. Maria, mais que depressa, suspira e diz, não ficou de cor nenhuma, ficou da cor de sempre, mas minha filha pode ir à escola. Joana, indignada (mesmo que tenha tomado um coió), diz, Maria, cada vez que você é surrada a cor não muda? Sorte a sua! Eu preciso sempre disfarçar, disfarçar com maquiagem, disfarçar a voz barganhada, disfarçar "a tendência” do meu filho. Maria, já cabisbaixa… suspira mais uma vez… Suspiro sentido, como se a surra tivesse sido ainda naquela manhã, e tinha!. Olha firme para Joana e diz, você não cansa? Não cansa de ver sua vida assim? Joana responde prontamente nessa confidência tão violenta quanto as surras, Maria, estou cansada, mas para que meu filho não tenha que disfarçar o resto da vida suas escolhas, eu faço isso! Assim como suas marcas não são as mesmas