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Mostrando postagens de Fevereiro, 2022

A POESIA, A PROSA E A PINTURA DE VIOLANTE SARAMAGO MATOS - por Nic Cardeal

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  (fotografia do arquivo pessoal da autora) 8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Hoje é dia de mergulhar na arte múltipla e fascinante - na poesia, na prosa e nas aquarelas - de  VIOLANTE SARAMAGO MATOS : (capa do livro Escritas da pandemia com caneta e pincel )  1) AS MINHAS CIDADES As minhas cidades são ruas quase desertas onde os carros são brinquedos de criança  sem crianças para brincar. As minhas cidades são quadrículas de espaços  tristes, estranhas, quase opressivas sem namorados a namorar. As minhas cidades são prédios que fecham gentes tensas, ansiosas, preocupadas onde a alegria custa a entrar. As minhas cidades estão silenciosas mas mo

A POESIA DE ADRIANE GARCIA - por Nic Cardeal

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(fotografia do arquivo pessoal da autora) 8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Hoje é dia de maravilhas poéticas da fantástica escritora  ADRIANE GARCIA : 1) UM DEUS NOS ACUDA Quando a gente precisa E o outro também precisa É um deus nos acuda Um corre pra cá um corre pra lá Uma fila de formiga (no meio) quando uma folha cai. (* poema publicado no livro 'O nome do mundo') (capa do livro O nome do mundo ) -*-*-*- 2) DE MEU ÂNGULO  Estou de cabeça para baixo Todos estão, mas só eu percebo O céu embaixo de minha cabeça  Se olho para cima só vejo Terra E acima de mim é pura superfície  O difícil é essa posição incômoda  O mar não é profundo  P

MulherArte Resenhas 19 | “Do jeito da gente”, de Terezinha Malaquias, por Elen Arcangelo

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  MulherArte Resenhas 19 | “Do jeito da gente”, de Terezinha Malaquias, por Elen Arcangelo   “ Do jeito da gente ” , de Terezinha Malaquias, é a perfeita junção de uma obra infantil, lúdica e também consciente. A história é narrada em primeira pessoa por Alice, uma adorável garota de dez anos que vive em São Paulo com seus pais e sua irmãzinha Thaís. Alice nos conta um pouco do seu cotidiano: seu dia-a-dia na escola, seus passeios favoritos e a convivência com a sua família. Por ter uma criança como narradora, o livro ganha um nível de personalidade muito forte e aumenta a conexão público infantil com a obra, como se tivessem ganhado uma nova amiga, ao mesmo tempo, a linguagem simples e descontraída torna a leitura agradável e acessível para todos(as). Num complemento perfeito e acrescentando charme e delicadeza, a obra é permeada por lindas ilustrações aquareladas de Sandra Sampaio Rodrigues.   O ponto mais interessante do livro são as análises e percepções da Alice so

Preta em Traje Branco | Falsa Liberdade por Lu Amor Spin

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Coluna 36 https://pixabay.com/pt/users/fietzfotos-6795508/ Falsa Liberdade Dia treze de maio de oitenta e oito É mentira o que dizem para o povo. Negros não foram libertados, Continuaram escravizados. Milhares pelas ruas, sem emprego, Sem ter onde morar e o que comer Se desdobrando pra sobreviver, Que liberdade é essa que falam Se os negros continuaram marginalizados. Resistindo dia a dia, Lutando pra não ver sua cultura morrer. Há séculos tentam nos tornar invisíveis, Jongos, congadas, capoeira, proibir, Mas não podem apagar de nós a história, E a memória do grande guerreiro Zumbi. O negro tão bem construiu as riquezas do nosso Brasil, Mas nas capas dos livros, alguém já viu? E não me venha dizer que o Pedro descobriu o Brasil, A história não é contada da maneira como deve ser Nossos meninos e meninas precisam se reconhecer Walt Disney, contos de fadas, Cadê os príncipes e princesas pretas Para representar a criançada. Antes de persistir com o seu discurso sobre laicidade, Procure sab