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Mostrando postagens de julho, 2024

A POESIA FASCINANTE DE ALICE RUIZ | PROJETO 8M

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fotografia do arquivo pessoal da autora  8M (*) Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. "Dias mulheres virão",  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Saboreie a poesia sempre surpreendente da Mestra da Palavra  ALICE RUIZ : SE se por acaso a gente se cruzasse ia ser um caso sério você ia rir até amanhecer eu ia ir até acontecer de dia um improviso de noite uma farra a gente ia viver com garra eu ia tirar de ouvido todos os sentidos ia ser tão divertido tocar um solo em dueto ia ser um riso ia ser um gozo ia ser todo dia a mesma folia até deixar de ser poesia e virar tédio e nem o meu melhor vestido era remédio daí vá ficando por aí eu vou ficando por aqui evitando desviando sempre pensando se por acaso

Araceli Otamendi e Isabel Furini: Sonhos

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Imagem gerada pela IA do Bing O sonho de Facundo O General Facundo Quiroga entrou no carro. Ele olhou para o céu estrelado, ouviu o relincho de um cavalo. Também cães latindo ao longe. Mentalmente ele começou a escrever uma história que o tivesse como protagonista. Não tinha papel nem lápis nesse momento. Naquela noite, durante a viagem, ele  teve um sonho. Em seu sonho teve uma morte violenta e acordou. Ele então pensou que esse poderia ser o final da história que havia imaginado.  Ele não imaginava que os assassinos estivessem tão próximos. Nem imaginava que mais tarde alguém escreveria a sua história e que o seu nome e fama chegariam tão longe. © Araceli Otamendi Imagem gerada pela IA do Bing Um peixe no espelho meus olhos são invadidos pelo sono, fecham-se as pálpebras, abre-se o olho infinito dos sonhos desafiando abismos um peixe nada em um espelho convexo (estranha fantasia profundo simbolismo) nesse teatro de sombras um peixe voa entre os sulcos de minha imaginação abro os olho

Maria da Glória Colucci: Três poemas

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  Imagem gerada pela IA do Bing PALAVRAS AO VENTO Maria da Glória Colucci Sem sentido, sem coração, Sem propósito, sem razão. Palavras rudes, inveja cruel, Disfarçam o medo, amargo fel. Porque me feriu, se estou ferida? Porque me agrediu, se sofro tanto? Palavras ao vento, pura maldade: - Dores espalham, perversa saudade. ** POR INTEIRO Maria da Glória Colucci Metade de mim ama você; A outra metade também. Metade de mim sente sua falta; A outra metade também! O que restou de mim?  Da metade de dentro?  Da metade de fora? Depois que você partiu, Nada ficou, meu bem! * TRÊS COISAS Maria da Glória Colucci São difíceis de entender Três coisas comuns de acontecer:   A ingratidão de quem não agradece, Apesar de tudo que recebe.  A mentira que distorce a verdade, Encobrindo-a com toda falsidade.  A traição que destrói a confiança, Desprezando o amor e a esperança De sinceros e leais corações. Maria da Glória Colucci é poeta, escritora e professora.