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Mostrando postagens de Julho, 2020

Isabel Furini & Luciane Valença | 5 poemas 5 telas

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Atitudes femininas Desenterrar os álbuns de fotografias e triturar com os dentes as lembranças dolorosas mastigar os rancores com gestos de troglodita matar velhas ilusões como os santos e os eremitas pendurar nas cortinas de crochê as sombras da eterna mágoa e dos antigos amores para que a luz do Sol elimine o mofo e as traças que se alimentam das lembranças e das emoções renascer como a ave Fênix – livre, cofiante e decidida a iniciar uma nova fase da vida. Luciane Valença A voz do feminino Nesta época de catástrofes a Lua é de renda  e o Sol é de veludo dourado e enceguece às mulheres enquanto a Lua resplandece e fala : é preciso que o eterno feminino seja transformado em um sino e que vibre nas gargantas é hora de reunir forças uma nova Idade Média está batendo à porta é preciso defender com força a premissa “nenhuma mulher deve ser submissa!” Luciane Valença Frágil? Os corvos

Improvisos & Arquivos 06 | O que eu observei nessa pandemia - publicação coletiva

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|  Improvisos & Arquivos - 06  | O que eu observei nessa pandemia por Chris Herrmann Esta é a sexta edição do nosso projeto de improvisos que se transformou em coluna.  Improvisos & Arquivos  terá sempre alguma variação de abordagem, mas manterá a ideia de improvisação, seja minha por sugestão de amigos ou vice e versa. A publicação de hoje contém poemas de 25 autores (mulheres e homens) dos amigos que abraçaram o tema acima proposto.  Agora, vamos aos resultados, lembrando que alguns dos poemas trazidos não são inéditos. Como o nome da coluna já diz sobre a fonte - improvisos & arquivos: Foto: Denise Dietrich O que eu observei nessa pandemia foi tanta coisa que eu nem sei por onde começar mas observei que o fim é trágico de quem ignora o óbvio de quem brinca com a vida alheia de quem não respeita a vida de quem não tem amor de quem nada semeia Chris Herrmann ꧁☬꧂ O que eu observei nessa pandemia À sombra da palavra tempo os

PodPapo 05 | entrevista com a escritora e cineasta Gisele Mirabai

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|  PodPapo 05  | PodPapo - Entrevista com a escritora e cineasta Gisele Mirabai por Chris Herrmann A nova edição  da nossa coluna de entrevistas em formato de áudio é com a escritora e cineasta  Gisele Mirabai . Foram 21 minutos de uma ótima conversa que abordou diversos assuntos sobre a carreira da autora e seus novos projetos. A entrevista foi realizada na data de hoje, via WhatsApp. Para ouvir clique na seta abaixo do nosso Podcast: Neste Curta premiadíssimo, Gisele escreveu o roteiro e também atuou O primeiro roteiro de Gisele neste Curta premiado em Minas e Campinas ↑  fotos do acervo pessoal da autora ↓ Gisele Mirabai é escritora e roteirista de cinema e tevê. Estudou cinema na London Film Academy, licenciatura em Artes Cênicas pela UFMG e pós graduação em Literatura pela UFF. Tem cinco livros publicados, dentre eles, MACHAMBA (Ed. Nova Fronteira), romance vencedor do 1º Prêmio Kindle de Literatura e finalista do Prêmio

Coluna I Era uma vez 1 - A literatura infantil

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A LITERATURA INFANTIL Meu contato com o mundo mágico da literatura se deu bem cedo, nem era alfabetizada ainda e minha mãe já contava histórias de diversos livros. Lembro-me de um livro “Tesouro para crianças” que continha diversos contos além de uma coleção de livros de capa dura nos quais os contos de fadas davam asas à imaginação. As minhas avós também gostavam de contar histórias, muitas vezes inventadas por elas ou sobre alguma lenda antiga, tudo oralmente, o que me deixava ainda mais fascinada. Durante toda minha infância tive contato com livros, já que minha mãe era professora primária e exigia leituras diárias. Com todo esse incentivo, é natural que eu tenha me tornado uma leitora assídua. Infelizmente essa não é a realidade de muitas crianças. Grande parte não tem acesso aos livros em casa e só vão se familiarizar com a literatura quando vão para a escola, a qual muitas vezes não dá conta desse letramento literário por diversos motivos que não cabem citar nesse text

Das lembranças boas do meu irmão Wilsinho - por Chris Herrmann

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Crônicas que as lembranças me embrulham de presente - 13 Das lembranças boas do meu irmão Wilsinho por Chris Herrman n Outubro de 2007. Eu viajei para o Rio sozinha e o Wilsinho foi me esperar no aeroporto todo ansioso e quando me viu abriu um sorrisão. Ele me abraçou tão forte que pensei que meu coração fosse sair pela boca. E o dele também! Foi lindo.  De todos da família e amigos que reencontrei, ele foi quem mais me deu alegria de rever. Queria minha companhia quase o tempo todo e eu a dele. Minha grande amiga e cantora Ilka Vilardo fez um show em minha homenagem para minha despedida com direção de Maria Ceiça (muito chique isso) chamado „Bis bald, Chris“ (em alemão: „Até breve, Chris“) e era em Copa à noite. Wilsinho fez questão de ir. Primeiro, para me prestigiar e, segundo ele, para me proteger porque Copa à noite é muito perigoso. Ele se preocupava muito com a minha segurança de andar sozinha à noite quando eu estava de férias no Rio. E brincava: „v

A bela prosa poética de Camila Pina

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Gabriel Moreno Desmaios [por Camila Pina] A primeira vez em que o amor entrou em minha casa, ele veio cobrar uma explicação para todo o meu escárnio, quis me mostrar que eu não era imune e que eu seria patética se ele assim o quisesse. Foi o meu mais profundo desmaio, comparo-o a um coma. Não desmaiei de imediato, afinal encarei a ameaça com meu tom zombeteiro de costume. Nem mesmo reconheci o instrumento por ele utilizado para me destruir. Acreditei que racionalmente tinha escolhido uma distração para minha vida e estabelecido regras para o tempo em que faria parte da minha rotina. Não aceitaria que invadisse meu espaço e provocasse alterações indesejáveis. Diverti-me, senti-me superior até que me experimentei ligeiramente tonta. Comecei a ter pequenas perdas de consciência. Não me preocupei nem mesmo quando os desmaios se tornaram rotineiros. Desmaiar era intenso e viciante. Gradativamente fui perdendo minhas características, tudo o que me definia foi se tornando mais d