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Isabel Furini, Divani Medeiros, Vanice Zimerman, Marli Boldori, Maria Antonieta Gonzaga e Maria Helena Leandro: Pão para os pobres...

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Fotografia de Vanice Zimerman Sem pão... Isabel Furini As vezes, acordo junguiana às vezes, acordo freudiana às vezes, com um machucado profundo na alma, pensando nas crianças sem pão, sem abrigo dormindo na rua, fracas, abatidas olhando a Lua que ilumina as casas, as praças, as pontes, as ruas… qual é a cor da fome? e qual é o nome que merece o homem que condena quem dá pão aos pobres? * Pão para os pobres Divani Medeiros Alimento que vem do trigo Com cores, recheios e sabores. Nutre a humanidade. Gera saciedade. Feito com muito amor Na vida e para a vida. Partilhar é necessário. Uma mistura de emoção Em qualquer situação. Pão para os pobres Um gesto nobre... * Chama Que Alimenta… Vanice Zimerman O pão bento, Entre os grãos de arroz, Antiga tradição, permanece Qual sutil chama a iluminar, Alimentando a alma... O pão para os pobres, Com aroma de solidariedade, Recém-saído do forno — Das mãos abençoadas O menino recebe E, sobre a mesa Num antigo guardanapo Com esmaecidas tramas azuis, E...

SANDRA PINTO EM DEZ POEMAS | DO LIVRO "SEMEADURA: POEMAS E OUTROS ESCRITOS"

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fotografia do arquivo pessoal da autora   Dez poemas  de  SANDRA PINTO do livro "Semeadura:  poemas e outros escritos" capa do livro Semeadura: poemas e outros escritos  ERA DO GELO ao olhar no espelho vejo minha imagem deformada como Dora Maar de Picasso o que se despedaçou? cato os estilhaços  olho com lupa tento entender o que houve? como e quando aconteceu? vivi as quatro estações  petrifiquei na Era do Gelo quando um  corpo congelou às margens do Estige acompanhei a chegada de Caronte levando o corpo do morto fiquei eu com as memórias vivas  o coração partido não há nada a fazer senão arte junto os fragmentos crio um mosaico  escrevo (in: I. Manejo do solo - a morte fertilizadora , pp. 14-15) -*- imagem do Pinterest   A ROSA alcancei uma imagem para além do que imaginava ver olhei a morte de pertinho transubstanciação  de mortes plásticas  de mortes emocionais morri minha alma putrefata evaporou adubou o que estava s...

UM CONTO DE NATHALIA BATISTA

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fotografia do arquivo pessoal da autora   FLORES SILVESTRES  CULTIVADAS EM VASOS 10 de novembro Minha querida irmã Margarida, Estou com muita saudade de você e de nossa família. Como está a nossa mãe? Já melhorou dos nervos? Ela estava tão feliz no meu casamento, que fiquei esperançosa de, enfim, melhorar das dores! Mas, preocupei-me com a sua última carta, quando você falou de sua piora repentina!  Eu estou muito bem e feliz na minha nova casa!  Meu marido é muito bom, como a nossa mãe disse que seria. Ele me deu alguns rendimentos para que eu pudesse ir à costureira encomendar vestidos novos. Para ele, é muito importante que eu esteja bem vestida, quando formos visitar sua família na capital.  Por favor, me escreva o quanto antes, sinto a sua falta! Com amor, Rosa. * 20 de novembro Minha querida irmã Rosa, Fico muito feliz em saber que você está bem! Sinto sua falta todos os dias, aqui tudo é mais cinzento sem você.  Ontem aconteceu uma coisa extraord...

Francine Cruz apresentará livro infantil na Biblioteca Pública do Paraná

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Em junho de 2026, o Coletivo Feminino Marianas apresenta "Vovô foi embora, mas deixou muita história!", com a autora Francine Cruz e a ilustradora Débora Bacchi, no dia 13 de junho; s das 10h às 11h, na seção infantil da Biblioteca Pública do Paraná (BPP), localizada na rua Cândido Lopes, 133, no centro de Curitiba (PR). Francine Cruz é Doutora em Educação (UFPR, 2025). Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná (UFPR, 2006); Especialização em Atividade Física e Saúde (UFPR, 2008); Especialização em Educação das Relações Étnico-Raciais (UFPR, 2015); Licenciatura em Letras Português/Inglês (UTFPR, 2016) e Mestrado em Educação (UFPR, 2020). Bolsista em Projeto de Pesquisa na UFPR (2003 - 2007), bolsista em Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência PIBID (2014 - 2016). Possui experiência na área de Educação com ênfase em Educação Física Escolar, Atividade Física na Terceira Idade e Educação das Relações Étnico-Raciais. Membro do Grupo ...

TRÊS POEMAS DE MARIANA AGUIAR COUTO

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fotografia do arquivo pessoal da autora  A VÓ CEGA DA MENINA INOCÊNCIA O poder está de sapatos lustrados sentado à mesa. E rabisca ordens em papéis de timbre.  Escondida em forma de dom, encontra-se a persuasão. De onde a ordem vem. O que será feito é dito com doçura — imponência bruta. Dinheiro, política, poder.  A sombra do mal é o espelho do medo. A inocência pobre. Magra,  Baixa,  De olhos grandes. Atenta. Nos seus pés o primeiro tênis. — Felicidade. Pagamento. Olhos que brilham. Então parte, segue sua missão. Obstinação precoce. Forçada.   São pés pequenos que cruzam uma longa estrada. Mãos pequenas que pulam a cerca. O terço que se prende,  Por lá cai e fica.  A vó quem deu. — Proteção.  Rasga os bichos,  Segue ordens.  Mas a surpresa é a visita do ódio… Que chega sem avisar.  A inocência toma o lugar do bicho. Morre sem ver.  Deixa a vó. Que é cega,  Esperando uma  volta.  O feijão pra esquentar....