Maria da Glória Colucci: O Tempo - Poema analisado por Vanice Zimerman
O TEMPO Maria da Glória Colucci1 O Tempo é ente soberano. Segundo a segundo, ano a ano, Flui, escorre entre os dedos, Sem atender ou respeitar apelos. Invisível, desfaz pálidas esperanças. Carrega consigo doces lembranças... Infinito, segue firme seu percurso Sem romper o implacável curso. Análise do poema por Vanice Zimerman (professora, escritora e poeta) O Poema “O Tempo”, de Maria da Glória Colucci, nos convida a sentir a presença intensa e inevitável da passagem do tempo, qual indecifrável Cronos que, com seu olhar certeiro e instigante, a tudo vê, a tudo envolve... Qual um etéreo redemoinho, fluindo a cada segundo; centelhas de lembranças, recorte de vidas que habitam, sussurram e evanescem entre o cintilar de um raro cristal de uma enigmática ampulheta. Percebe-se, na sintonia entre os versos, a linda cumplicidade poética, porém lúcida, da poetisa. Parabéns pela sensibilidade! Ao ler o poema de Colucci, lembrei-me de algumas reflexivas linhas, do Padre Antônio Vieira...