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Mostrando postagens de julho, 2023

A PALAVRA SURPREENDENTE - EM PROSA OU POESIA - DE NANETE NEVES | PROJETO 8M

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fotografia do arquivo pessoal da autora   8M (*) Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. 'Dias mulheres virão',  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Mergulhe na palavra sempre surpreendente de NANETE NEVES : RETRATO FALADO Os papéis amarelam-se, as lembranças ficam amassadas, puídas, pouco a pouco me apago nos retratos. Onde foi parar todo aquele sentimento? Para onde foi aquela garota risonha de olhos vivos e ingenuidade tão genuína quanto improvável? Inviável. Era jovem demais para ser julgada, crescida demais para ser perdoada. E a vida não nos protege dos deslizes nem releva as esperanças. Nem sei bem quando aconteceu. Num passo em falso despenquei. Mais dolorida a queda dos confiantes. Não contei

Dia dos Avós: Poemas de Isabel Furini, Isa Regina e Angela Dondoni

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H oje, 26 de Julho, é comemorado O Dia dos Avós. O criador dessa data foi o Papa Paulo VI ( Itália: 1897-1978). Ana e Joaquim foram os pais da Virgem Maria, ou seja, foram os avós de Jesus. Nesta oportunidade, para festejar a data e , convidei as poetas Isa Regina, Angela Dondoni e Maria Teresa Freire para homenagear os avós. O crochê da avó a Itália lutava na Primeira Guerra Mundial a guerra açoita a fé a guerra fere a esperança a guerra deixa marcas no mundo emocional com a agulha de crochê a avó bordava tristezas era o trabalho da avó a obra de uma artista - delicado e sem asperezas a avó tinha um enorme coração seu amor era correnteza que inundava os bordados - seu crochê era alagado pelo seu profundo amor. Isabel Furini Imagem gerada pela IA do Bing Memórias Nas memórias ancestrais dos avôs Ecos de histórias, tradições e abraços Pelas rugas do tempo, traços risonhos Guardiões de sabedoria, eternos laços Nos caminhos da vida, avôs queridos Faróis que iluminam nosso destino Com suas

Minha Lavra do teu Livro 14 | "PARA DIMINUIR A FEBRE DE SENTIR", de DALVA MARIA SOARES, por Nic Cardeal

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Minha Lavra do teu Livro 14 - resenhas afetivas - "PARA DIMINUIR A   FEBRE DE SENTIR": ESCREVER PARA ALIVIAR  AS DORES DO VIVER "Todo símbolo tem uma carne, todo sonho uma realidade." (Oscar V. L. Milosz) PARA DIMINUIR A FEBRE DE SENTIR , de DALVA MARIA SOARES (Belo Horizonte/MG: Venas Abiertas, 2020) é um livro de crônicas do cotidiano, mas também é poesia em prosa - afinal, teríamos como estancar o poético da vida? Não. Não me parece possível, mesmo que a realidade seja tão nua e crua quanto as lágrimas que jorram feito temporal barulhento num rosto cansado de mãe à procura do 'sempre' melhor para o filho. Ainda assim, ali mesmo - nas lágrimas - a poesia sangra, porque poesia também é ferida aberta e, a palavra, a agulha que a costura (*). O título do livro é bem propício: nas mãos de Dalva todo o sentir parece febril - é preciso, então, reduzir a temperatura do corpo para tocar a caneta e mergulhar na palavra [que às vezes - ou quase sempre - queima até

DOZE POEMAS DE ANA VALÉRIA FINK | PROJETO 8M

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fotografia do arquivo pessoal da autora  8M (*) Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. 'Dias mulheres virão',  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal)  Viaje na poesia marcante de ANA VALÉRIA FINK : A ÁGUA DA PIA a água da pia, em círculo vai pelo ralo. e eu não tenho a tampa... assim, a vida. passando, correndo, voando, escoando depressa, sem que nada a detenha. a vida, líquida, escoando pelo ralo. e eu não tenho a tampa... (* publicado no livro Mosaico ) capa do livro Mosaico -*- FRAGMENTOS  meu coração bate em peitos outros e o líquido das veias, já extremamente fluido, é água destilada. vou me diluindo pelo mundo. não sei me guardar, o turbilhão de afeições me arrasta, e vou inteira. não tenho nada, m

Minha Lavra do teu Livro 13 | "O PAI DO CATAVENTO", de GLORIA KIRINUS, com ilustrações de MÁRCIA CARDEAL - por Nic Cardeal

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Minha Lavra do teu Livro 13 - resenhas afetivas - O MENINO C A T A V E N T O E SEU   'MANTRA RODOPIANTE':   "VOU CHAMAR MEU PAI,   VOU CHAMAR MEU PAI!" Por que tem gente que tem pai e tem gente que não tem pai? Quando criança, eu nunca cheguei a fazer essa pergunta, porque achava tão natural ter pai e mãe dentro de casa, que pensava que todas as pessoas no mundo eram assim, tudo certinho: pai, mãe e filho...  Depois de um pouco mais crescidinha, comecei a notar que, de fato, tinha gente que não tinha pai, assim como também tinha gente que não tinha mãe e, várias vezes, muita gente não tinha nem um, nem outro... Então, eu cresci e compreendi que são muitas as possibilidades de respostas para essa pergunta. E, para cada caso, serve apenas uma... E você, alguma vez já se fez essa pergunta: - Por que tem gente que tem pai e tem gente que não tem pai, tem gente que tem mãe e tem gente que não tem mãe? Eu lembrei disso no dia em que li esse livro incrível, escrito por GLO