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Mostrando postagens com o rótulo Líria Porto

A POESIA DE LÍRIA PORTO | Projeto 8M

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(Líria Porto, por Carlos Magno Sena) 8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Hoje é dia da poesia - sempre profunda, contundente, espetacular - de LÍRIA PORTO : 1) ARTE  Existe um ipê-amarelo, floresce na minha serra. Antes da chuva ele explode, nada vi assim tão belo. Eu acho - o menino-deus esteve a brincar com ovo, sujou os dedos de gema e limpou a mão nas flores." (* poema publicado no livro Asa de passarinho ) -*-*-*- (capa do livro Asa de passarinho ) 2) ENQUANTO DURMO a poesia me pega no jeito enfia-me a agulha na veia retira uma tinta vermelha  e injeta uma azul escrevo um trevo                      em quatro folhas (* poema publicado no

Resenha do livro de poesia infantojuvenil GARIMPO, de Líria Porto

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(Capa do livro GARIMPO ) NO GARIMPO DE VERSOS E RIMAS RARAS por Nic Cardeal  No livro  GARIMPO  (Belo Horizonte/MG: LÊ, 2014), finalista do Prêmio Jabuti - poesia/2015 - , a  espetacular poesia de LÍRIA PORTO mais uma vez   faz maravilhosa dupla com as incríveis ilustrações e capa de Silvana de Menezes. O livro é, de fato, um autêntico garimpo de versos e rimas raras, palavras soltas, finas asas! ERA UMA VEZ uma LAGARTA, ou será que era só um risco RASO e sinuoso, indo de um lado a outro da calçada, entre ACORDES e recortes, procurando a rota certa da estrada, e a palavra a servir como genuíno GUIA da saudosa alegria. Tudo sempre é possível no GARIMPO das palavras: tem verso pra CONQUISTA, pra NAMORO, INDIFERENÇA, DESENCANTO, e até pra danada INDIGESTÃO: "mastigo mastigo salivo/ engulo as palavras rumino-as/ elas retornam à língua/ azedas" (2014, pg. 18)! Mas não precisa ficar triste não, porque a peneira desse GARIMPO é miúda apenas na sua tecidura - e

Entre Amoras e Amores | Posfácio Trilegal - Chris Herrmann

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Entre Amoras e Amores, de Chris Herrmann Ser MulherArte Editorial, 2020 Posfácio Trilegal do livro Entre Amoras e Amores Chris Herrmann No dia 23 de Julho de 2020 fiz o lançamento virtual no Facebook do meu livro com 50 minicontos Entre Amoras e Amores . Não planejei algo glamoroso, mas que apenas pudesse apresentar o meu novo livro digital de contos editado por mim, através do selo editorial desta revista. E o resultado foi que vendi bem mais do que imaginei. Foi uma excelente surpresa para quem não esperava muito. Afinal, é a primeira vez que publico algo do gênero. Meus livros já publicados foram de poesia e, por último, dois romances. Mas a surpresa mais bonita disso tudo, além do belíssimo prefácio da escritora Divanize Carbonieri , que já havia destacado, foi o trio de posfácio honroso e delicioso de outras três escritoras que também admiro muito: Líria Porto, Maria Valéria Rezende e Gisele Miraba i , que trago aqui para a revista por merecer meu destaque e,

A poesia "diva" de Líria Porto - seis poemas

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Luciane Valença bardo tal qual um menino procura brinquedos lá vai o poeta a tinta as letras tal qual passarinho no uso das asas lá vai o poeta o voo as palavras tal qual a canoa por cima do rio lá vai o poeta o remo a rima tal qual marinheiro no rumo do mar lá vai o poeta a bússola a poesia tal qual lavra_dor na lida da terra lá vai o poeta : lavai o sangue Aquarela sobre papel de Luciane Valença uno eu não sou eu sou nosotros formamos um coletivo lutamos todos por todos por semelhantes motivos tua fome é minha fome teus medos meus calafrios somos homens somos bichos nasceu de ti é meu filho (couro pele pena escama precisamos proteger-nos dos terríveis predadores de todo e qualquer perigo)                     "Amor não é palavra" de Luciane Valença deliriar de manhã fazer um verso à tarde com_por um n_ovo à noite haver-se in_verso a aninhar-se em alcova

MEU PAIDEUMA FEITO DELAS: com Líria Porto, Mariana de Matos e Maria Valéria Rezende

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[Líria Porto] eu's narciso mergulha n’umbigo e insiste : espelho espelho deus existe alguém no mundo? [Mariana de Matos] foi no bnh da ilha que eu aprendi a chupar mel de flor e no centro da cidade eu aprendi a me perdoar por me perder valadares da pedra negra e do largo rio doce do minério de ferro do coiote covarde e da água podre minha paisagem de mercúrio onde o sol força fazer refúgio minha língua índia minha estrangeira figueira minha insubmissão ao dólar à hiprocrisia e à franca fronteira canto que com negros não há zelo onde mulheres indecisas decidem e muitos homens cultuam o medo valadares você quer me manchar de lama mas mesmo na mina eu estudo a dança [Maria Valéria Rezende] “ Percebo, Senhora, que, embora outra desgraça possa me acontecer a qualquer momento e quiçá me veja outra vez sem meios para escrever-Vos, continuo a errar por tantos assuntos sem nenhuma utilidade – a não ser a de dar-me a mim o gozo

Vídeo-Homenagem a dezessete mulheres admiráveis do Brasil

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Muitas são as mulheres que lutaram e ainda lutam para fazer deste mundo um lugar mais aprazível e menos injusto. Elas são de diversas artes e histórias de vida e luta. Porém têm algo em comum: o talento, a paixão e a dedicação pelo caminho que escolheram. Tudo isso respeitando seus próprios princípios e os princípios do bem coletivo, das minorias e, principalmente de outras mulheres. Por mais triste que seja para nós mulheres a constatação, ainda há aqueles que negam o machismo nas sociedades modernas, o que é uma hipocrisia. As mulheres só obtiveram algumas vitórias a custo de muita luta, sofrimento, derramamento de sangue e mortes. Estamos no século XXI, e ainda é preciso muita informação, muito trabalho,  muita arte para continuar essa luta que nem todos têm o interesse de compartilhar e assistir suas vitórias. Isso significaria perda de identidade, poder e/ou privilégios. Sim, tanto para os homens, quanto para muitas mulheres que ainda não estão preparadas e suficiente segu

A Poeta Líria Porto em Entrevista - Repostagem de Boca a Penas

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líria porto   - nasci em araguari, minas gerais, em outubro de 1.945. segunda filha de joão ferreira arantes e mundina mundim porto, tive oito irmãos. aprendi a ler sozinha, antes dos cinco anos, o que deixou meus pais desesperados, só se podia frequentar escolas a partir dos sete anos de idade. a sorte foi haver na cidade um jardim de infância, no externato santa terezinha, onde fui matriculada. minha atração pelas letras, palavras, livros, começou muito cedo. estudei depois no colégio sagrado coração de jesus, de freiras, até completar os cursos normal e de contabilidade - ia à escola pela manhã e à noite, participava de movimentos literários e estudantis. concursada, fui professora primária por um período relativamente curto. casei-me em 1967, mudei-me para belo horizonte e lá vivi por mais de quatro décadas. tive quatro filhas, passei a cuidar das crianças, deixei de lecionar. e lia muito. o brasil vivia o período da ditadura militar, engajei-me no movimento pela redemocrat