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Mostrando postagens com o rótulo #literaturafeminina

Gisela Maria Bester: Receita para puxar o Ano Novo

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Arte digital de Isabel Furini RECEITA PARA PUXAR O ANO NOVO Gisela Maria Bester Busca um ano, um ano redondo, sem a automontagem da matéria humana e os estrondos nos sonhos. Deixa para trás substâncias antipáticas que te enferrujaram  as mãos da alma e o olhar. Não desejes nele, no ano novo, mais da violenta calma do silêncio de milhares toneladas de escombros. Aspire a que a reduzida calda do caleidoscópico novo ano oriente olhares para frente, não passos de Curupira. A esquelética fome a ignorância crônica a indigência cultural o ódio visceral, não queiras mais antes, durante ou após os teus tantos anos. Cutuca sempre um céu para ver se dele caem espadas de São Jorge e bastões do Imperador botões das flores, das roupas de um jardim  já não mais plúmbeo, ígneo ou iníquo.  Um ísqueo, um úmero a levarem-te, e a inocência animal a te salvar, busca! Involuntários cabelos e pelos pelos trombos  dos sonhos já não mais cancelados como fios de ovos pendentes dos ninhos inva...

Araceli Otamendi e Miriam Maria Santucci: Natal Internacional

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Fotografia de Isabel Furini Os poemas das poetas Araceli Otamendi, da Argentina, e Miriam Maria Santucci, da Itália, fazem o nosso Natal Internacional. Parabéns, Araceli e Miriam. Araceli Otamendi (poema em espanhol e sua tradução ao português). Espera en Navidad Cómo árboles añosos y erguidos en una esquina del Sur esperan el alimento que guardarán en su tupper, mientras suena la voz ronca de Sinatra: A mi manera. Conversan, ríen. La espera no es larga bajo este cielo azul. Han perdido hasta las hojas, en los ojos conservan un brillo de esperanza. Al caer la noche, los iluminará la Estrella que nunca se apaga. © Araceli Otamendi - Ciudad de Buenos Aires Escritora y periodista argentina. Directora de las revistas de cultura Archivos del Sur y Barco de papel.   Espera no Natal Como árvores idosas e verticais em uma esquina do sul eles esperam o alimento que vão guardar em seus tupperwares, enquanto soa a voz rouca de Sinatra: “Do meu jeito” Eles falam, eles riem. A espera não é long...

Três mulheres admiráveis: Alice Medeiros, Lilia Souza e Suzana Lobo

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O Projeto Poetizar o Mundo, criado em 2010, tem como objetivo destacar e apoiar pessoas que realizam trabalhos culturais. Nesta oportunidade, receberam a Medalha Mérito Cultural as poetas Alice Medeiros e Lilia Souza e a artista plástica Suzana Lobo. A poética da palavra, que Alice e Lilia dominam, unida à poética da imagem de Suzana Lobo, revela que as Artes são irmãs, como afirmavam os gregos antigos. Artes Plásticas e Poesia são dois aspectos da sensibilidade estética do ser humano. Em 21 de agosto/25, a professora e poeta Alice Medeiros, agente de leitura e coordenadora das atividades culturais do Farol do Saber Gibran Khalil Gibran, a poeta Lilia Souza,  é a Presidente da Academia Paranaense da Poesia e Suzana Lobo, artista plástica, foi Coordenadora do Solar do Barão, diretora do Museu Municipal de Arte e do Museu Alfredo Andersen, e Coordenadora do Sistema Estadual de Museus, receberam a Medalha do Projeto Poetizar o Mundo. As três se destacam pelo talento artístico-poé...

Clara Macedo: Poemas

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  Arte digital de Isabel Furini Viver é... Ser guerreira é Viver; Com medo; É coisas que ninguém pode ver. É flutuar com resiliência; Sem ter medo da solução; Hoje em dia eu choro; Mas sem temer ao não. Com força e coração; Aceito críticas sim; Apesar de muita ação; Nunca desisti de mim. Com minha família e saúde; Hoje olho no espelho; Meus amigos obrigada; Vocês não foram alheios. Agora obrigada; Agradeço por tudo sim; Hoje em dia minha vida; É mais feliz assim. Não perco por esperar;  E hoje ainda creio; O poder de ser gentil e guerreira; É respeito para não ter receio. Clara Macedo * Medo de tentar As vezes penso eu; Que deveria deixar de lado; Tudo oq ja sofri; Aquilo que é passado; Mas o medo me faz tentar; Parar e pensar; Reviro meus pensamentos; E não consigo te esquecer; E muito menos me encontrar. E assim tão perdida; Entre o medo e o receio; Sei q meu passado; Nunca foi alheio. Olho a janela; Tentando me lembrar; Em qual momento eu vivi; Sem ter medo de sonhar?. Hoje...

Poemas de Miriam Maria Santucci, Isabel Furini e Marli Voigt

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Arte digital de Isabel Furini ENTRE LEMBRANÇAS Miriam Maria Santucci Quando a escuridão se aprofunda, são as lembranças que nos trazem a luz. Um sorriso distante, uma voz que retorna para nos fazer companhia. São partes vivas de nós, raízes que nos sustentam quando o tempo nos abala. Reencontrá-las é um pouco renascer. Perdê-las é morrer, permanecendo inutilmente vivos… ** Simplesmente mulheres Isabel Furini quando nós, mulheres, dançamos descalças expressamos paixão, febre e vertigem seduzidas e sedutoras possuímos a suavidade da rosa e colmilhos afiados como tesouras - algumas noites o retumbar metálico, mórbido, do crocitar dos corvos  provoca gargalhadas (rimos a toa) outras noites, um olhar ausente nos faz chorar ** Poema de Marli Voigt Os fios brancos da vida Trazem a doçura de viver São memórias construídas  Em cada amanhecer.  Marli Voigt

Isabel Furini: Klimt e seu gato - e outros gatos (Poemas)

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  Crédito da fotografia: Getty Images KLIMT E O GATO observamos o gato nos braços de Klimt e essa cinza fotografia enternece nosso olhar segundo Klimt só perambularam neste mundo dois artistas plásticos ele e o retratista sevilhano Diego Velázquez foi Diego quem influenciou Picasso e Dalí e Klimt esse Klimt que abraça o gato para fugir da tristeza essa aliança entre o pintor e o gato ficou cinzelada pela emoção e pela ternura em uma fotografia monocromática. Isabel Furini * GATO SIAMÊS Neste universo de ambiguidades o mais importante é ter a coragem e o gesto temerário do gato siamês ainda que o medo fique gritando perto de seus ouvidos os olhos do gato fitam desafiantes o desconhecido. Isabel Furini SOLIDÃO DE POETA mergulha no abismo profundo do remorso que não cessa a espessa pele da culpa contorna a sua alma tenta escrever um poema mas as lembranças o encurralam está sozinho o poeta e dialoga com seu passado em voz alta enquanto quieto (deitado no parapeito) um gato preto bocej...

Isabel Furini e Rita Queiroz: Poemas

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Arte digital de Isabel Furini Espelho, espelho meu… Isabel Furini apesar da voz nefasta comove infinitamente a aflição da madrasta a voz do tempo-espelho é soberana e o seu silêncio espalha tristeza e seu desprezo é enferrujada espada  de repente a madrasta compreende o tóxico escorpião que mora no espelho é o pai o espelho-pai não tem compaixão pois habita o coração do nada  ** VALSA DE DOMINGO Lembranças empoeiradas nos porta-retratos Mistérios de um cotidiano prenhe de (in)certezas Sequelas do tempo... Metáforas de uma vida enigmática Contemplada nas paisagens de um destino vazio Águas de março: esquecimento Só restam os suspiros! Rita Queiroz

Livro de poemas aborda dramas da mulher contemporânea

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LIVRO DE POEMAS ABORDA DRAMAS DA MULHER CONTEMPORÂNEA (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher, de Francine Cruz, mergulha nas experiências do ser mulher hoje. A premiada escritora paranaense Francine Cruz anuncia a pré-venda de seu mais novo livro de poemas, (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher. A obra, que mergulha nas profundezas da experiência de ser mulher na contemporaneidade, foi selecionada pela editora Toma aí um poema (TAUP) para integrar a Coleção Gralha Azul, um projeto que visa fortalecer e dar visibilidade à produção literária local de 23 autores paranaenses. (Sobre)Viver e morrer num corpo de mulher é um convite à imersão em um universo que pulsa com a intensidade da vivência feminina. Por meio de textos líricos e autênticos, Francine Cruz guia o leitor por um percurso de identificação, autodescoberta e empoderamento. O livro aborda diversas fases da vida da mulher, desde a infância, marcada pela rejeição a estereótipos de gênero, passando pela maternidade, com su...

Rita Queiroz Primeiro Lugar no concurso MARGARIDAS - quadro de Juliana Morini

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Quadro de Juliana Morini O Projeto Poetizar o Mundo escolheu a tela "Margaridas" de Juliana Morini Küpper Cardoso para o Concurso "Margaridas". Os poetas foram convidados a  elaborar versos inspirados nessa pintura.  Rita Queiroz ficou no Primeiro Lugar. Juliana Morini Küpper Cardoso é artista plástica, trabalha com técnicas mistas utilizando as tintas óleo, acrílica e aquarela. Pinta desde 2007. A artista já expôs suas obras no Tênis Clube de Campinas-SP, e em dois eventos na UTFPR de Dois Vizinhos, sendo um deles um evento internacional. Participou da exposição Crisol de Artes e Letras, em Montevidéu, Uruguai. Na continuação o poema ganhador. PRIMEIRO LUGAR: Rita Queiroz Natureza morta  Vaso prenhe de aladas margaridas  Pétalas inebriadas de bem-querer Acordes de sonhos silentes brotam  Vivo esse alvorecer de primaveras.  Natureza em coloridas tintas  Sobrevive peremptoriamente  À vil agressividade humana  Florescendo alvas esperanças. Tran...

Isabel Furini, Vanice Zimerman e Rita Queiróz: Flores - Poemas

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Poema e fotografia de Isabel Furini HAICAI DE VANICE ZIMERMAN manhã de Junho no centro das pétalas sutil solzinho **   POEMA DE RITA QUEIRÓZ SEMENTES DE GIRASSOL  Me perco em teu peito  Labirinto sem saída  Onde me entrego ao curso do vento  E deixo crescer girassóis... Nossas línguas se doam  E os corpos pulsam na mesma batida  No mesmo tilintar das ânsias  Nuas... Enlaçados, mergulhamos no mar absoluto  Não há salva-vidas  Nem bússolas com ponteiros  Demarcamos nossos infinitos  Na chuva que banha nossos sonhos  Despidos dos versos que rasgam o destino. Nos habitamos... A cada sete dias, tudo se torna pleno.

Thaís Furusho: Balanço

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Arte digital de Isabel Furini Balanço Olhe para o seu coração Aproxime-se dele e, Escute-o atentamente Seja sincero e gentil Ao conversar com o seu coração E faça o possível Para atender aos pedidos Do coração do corpo Do coração da mente Do coração do espírito Thaís Furusho Curitibana da geração de 84, formou-se professora de Inglês em 2002 só para saber o que os professores sabiam. Amante do chocolate, das ciências, das artes e da natureza, acredita no dever do ser humano ser protetor da Mãe Terra. Estudou Agronomia para trabalhar com Agroecologia e, passou a última década acompanhando bichinhos, plantinhas e humanos.

Isabel Furini e Macarena Cardozo: Melodias

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  Arte digital de Isabel Furini A melodia do vento observo o ipê amarelo e as roseiras que crescem no quintal  e se mexem com o vento fazem lembrar de uma música antiga que o vento repete todos os dias - uma melodia que respira o oxigênio da fraternidade e renova nos lábios a conjugação do verbo amar Isabel Furini Fotografia de Isabel Furini Melodias   Sincronizam, estrelas, sob o mapa sentido, de marés. Com o tempo, de segundos e pegadas. Com dois ou três minutos, de um verso simbólico, de sentimentos. Terminando no alto, de colinas e fugazes instâncias. Macarena Cardozo  2025 - Uruguai

Araceli Otamendi e Isabel Furini: Infância

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Arte Digital de Isabel Furini INFÂNCIA Araceli Otamendi O lobo, Chapeuzinho Vermelho e a avó são uma única marionete com três faces diferentes ela ri com a menina de tal descoberta brincam juntas o terror infantil recua: o boneco amaldiçoado, o velho do saco ou a mão negra não virão mais pelo menos elas saberão rir para assustá-los Maçã - Foto de Arte Digital de Isabel Furini DES(H)UMANIDADE Isabel Furini grito escondido sob uma cortina de silêncio não tem pão sobre a mesa nem a famosa maçã de Adão e Eva - muda e invisível é a fome das criança