DOIS POEMAS DE MARIA EMANUELLE OSÓRIO PRATES
fotografia do arquivo pessoal da autora NA PLEURA FOI FERTILIZADA A VÁRZEA o bicho humano é filhote de gravuras nasce ternura de pés de ouro saltitando serra acima deglutindo bananeiras e estrelas esperando nas vazantes um barco que nunca chegará é preciso ensiná-lo a plantar um barco dizer que também o bicho humano é a transumância farejando as sempre-vivas navegando rumo às brânquias das colinas dizer que a essa forma em nossa língua chamamos barco (cada palavra mil e uma flores) espera a canoa, filhote humano o barco que sai de dentro da nossa caixa torácica (* poema do livro Flor na mulera ) imagem do Pinterest -*- PALCO BANGUELA quando estiveres no ringue que viu teu fêmur tornar-te menino lembra-te da ingremidade das ribanceiras belorizontinas com o ritmo de um mindinho esquerdo nocauteado lembra-te do primeiro beijo do primeiro soco moldado pela saliva todos os dentes na plateia têm o sotaque híbrido de tua bisavó que nunca conheceste mas foi ela quem t...