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Mostrando postagens de dezembro, 2025

CINCO POEMAS E UMA PROSA POÉTICA DE IVA FRANÇA

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fotografia do arquivo pessoal da autora   CRÍVEL Porque escrevo e sou capaz  De apontar o dedo  Para meus próprios anseios  Também tenho vontade  De negar sua veracidade e devaneios  Porque escrevo  Não quero que duvides  Nas histórias descabidas  Apontadas no fio das linhas.  Muitas vezes não são fingidas   Porque escrevo Me deixe no sossego adormecido  Sei que te parece inverossímil  Palavras tortas  Numa pele de pêssego   Mas, porque escrevo  E pareço um inventário dândi  Não significa que detenho toda a razão  É que deambulo vivência  Para dar vazão ao verbo  De um todo libertário. imagem do Pinterest  -*- CAROLINA, MARIA, JOANA   Carolina acorda às quatro horas da manhã Vê o amarelo-alaranjado do crepúsculo Por cima do zinco do barraco Não tem café para coar Maria toma o trem das cinco O estômago amarrotado pelo suco, O gástrico, da noite anterior Não teve café para coar Jo...

Para não dizer que não falei dos cravos 14 | UM CONTO DE MIGUEL ARCANGELO PICOLI

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  Para não dizer que não falei dos cravos (14) Um conto de  Miguel  Arcangelo Picoli "KORÉ CAFÉ"  Tudo tão igual... pessoas, notícias, conversas... a cidade repleta de atrações, exposições, dança, teatro, cinema, mas nada me atraía. Olhei o que havia para o jantar... dezenas de diferentes potes que só precisaria aquecer, mas nenhum me apetecia. Pensei em ir ao parque. Meu irmão disse que deveria e eu precisava ver algo do local para lhe dizer que havia ido. Vesti uma roupa qualquer e saí com tempo fechado, escuro. Melhor seria se estivesse chovendo e não pudesse ir...  Lá chegando, após estacionar refugiei-me no primeiro banco que vi, o mais afastado da feira, vendedores e ruídos da avenida. Nem os pássaros nada diziam.  Era o que desejava ... nada. Sem pensar passei a observar abelhas numa flor, uma flor qualquer.  — Pensando no mito de Perséfone?  O comentário me fez ver que não estava só naquele banco, e não sabia por quanto tempo. De qualquer ...

Gisela Maria Bester: Receita para puxar o Ano Novo

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Arte digital de Isabel Furini RECEITA PARA PUXAR O ANO NOVO Gisela Maria Bester Busca um ano, um ano redondo, sem a automontagem da matéria humana e os estrondos nos sonhos. Deixa para trás substâncias antipáticas que te enferrujaram  as mãos da alma e o olhar. Não desejes nele, no ano novo, mais da violenta calma do silêncio de milhares toneladas de escombros. Aspire a que a reduzida calda do caleidoscópico novo ano oriente olhares para frente, não passos de Curupira. A esquelética fome a ignorância crônica a indigência cultural o ódio visceral, não queiras mais antes, durante ou após os teus tantos anos. Cutuca sempre um céu para ver se dele caem espadas de São Jorge e bastões do Imperador botões das flores, das roupas de um jardim  já não mais plúmbeo, ígneo ou iníquo.  Um ísqueo, um úmero a levarem-te, e a inocência animal a te salvar, busca! Involuntários cabelos e pelos pelos trombos  dos sonhos já não mais cancelados como fios de ovos pendentes dos ninhos inva...

Marli Voigt, Izabel Rodrigues Guandalini e Marli Boldori: Poemas de Ano Novo

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  Fotografia de Isabel Furini Por esse momento               Marli Voigt  Ele chega novamente  Nas borbulhas do champagne  Reluz brilho no universo  Abraços ecoam nas montanhas  Por esse momento numérico  Renova todo tipo de gostosura  Sonho voar nas palavras  Temperando toda travessura Por esse momento almejo Jogar sementes pelo caminho  Na paz esteja florescendo Dia a dia que vai florindo ** Ano novo Izabel Rodrigues Não é utopia É real A esperança de mudança Ao findar um ciclo Automaticamente os sonhos se renovam Vê-se aí novas oportunidades de recomeçar Assim acontece no final de cada ano do calendário E assim será em dois mil e vinte seis O que virá ninguém Pode prever Mas imaginar Podemos e devemos Afinal não custa sonhar que o mundo Se transformará Numa maravilha ímpar Onde só a felicidade Fará morada ** Esperança Marli Andrucho Boldori Ao lado da ciclovia   há muitas árvores suas ...

Vera Lucia Cordeiro e Isabel Furini: Ano Novo

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Arte digital de Isabel Furini Mais um ano... Isabel Furini              "O homem é um bípede sem penas" Platão A Lua é um queijo? O pecado uma maçã? O ser humano continuará Sendo um bípede sem asas? Outro ano que inicia... Mais uma oportunidade De caminhar pela estrada Do amor e da felicidade. A humanidade semeará guerras ou prosperidade? ** Siga em frente e Vencerá Vera Lucia Cordeiro Eis que lhe foram abertos os portais da Glória,  não se detenha nem por um instante, Siga em frente sempre confiante.  Levante a cabeça, vá à luta, com a certeza da Vitória! Amante da verdade e da ternura. Com tenacidade e com brandura.  Com caráter reto, sentimento puro. Ancora seu navio em porto bem seguro. ** Ria! Vera Lucia Cordeiro Ria! Tire da dor uma linda melodia! Encontre em tudo música, dança e poesia! Assim, viva com mais alegria! Feliz e Próspero 2026! ** A mensagem da chuva Isabel Furini as gotas de chuva que caem do céu sobre os tetos de...

Sonia Cardoso e Isabel Furini: A beleza do Natal

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Fotografia de Isabel Furini Noite sobre as rosas  Isabel Furini Chirria a noite como um morcego cego e os terrores noturnos tornam-se mais extensos  mais loucos  mais profundos às vezes, a noite enfatiza dores e alegrias  outras vezes a noite eterniza  o verbo amar  e semeia as rosas de alegria que florescem no Natal. * Natal  Sonia Cardoso As luzes coloridas  Anunciam que mais  Uma porta se abrirá Para a esperança, a  Oportunidade de fazer  E receber o bem, cuidar  Da fauna e flora, apreciar  O verde, o céu e o mar  Oxalá! Com paz e saúde. * Evangelho  Sonia Cardoso Que a covardia  Nunca te coloque de  Joelhos, nem te submeta A interesses espúrios, Politiqueiros, se você  Vive do evangelho  Que ele seja o da  Libertação, do Cristo  Verdadeiro, aquele  Do fazer o bem, sem  Olhar a quem, Afastar o cale-se  Da maldade, do opróbrio. 

Isabel Furini, Marli Voigt e Maria Antonieta Gonzaga: Natal - olhares poéticos

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                                               Quadro da artista plástica Juliana Morini A última ceia Isabel Furini O pão e vinho o corpo e o sangue o sacrificio para salvar o mundo sangue derramado na cruz - ausência de pecado o Senhor e seus discípulos a luz do amor abençoando os lares ** Sem espera Marli Voigt Quando vejo o verde e o vermelho Na vereda de cada estação Lembro da espera na infância Das surpresas de coração O verde da mata predomina O vermelho no perfume das rosas A magia nas luzes combina Brinquedos de mãos generosas Sorri a minha alma nessa memória Perpetua o tempo e traz alegria Feliz Natal é o aqui e o agora De cada ato na sua companhia 10-12-2025 ** Sonhos de Natal Maria Antonieta Gonzaga Natal...  Natal…  Natal. Igrejas, ruas  e casas iluminadas  vestem-se de encanto.  Pinheiros cintilam  em brilho e esperança. Cria...

Araceli Otamendi e Miriam Maria Santucci: Natal Internacional

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Fotografia de Isabel Furini Os poemas das poetas Araceli Otamendi, da Argentina, e Miriam Maria Santucci, da Itália, fazem o nosso Natal Internacional. Parabéns, Araceli e Miriam. Araceli Otamendi (poema em espanhol e sua tradução ao português). Espera en Navidad Cómo árboles añosos y erguidos en una esquina del Sur esperan el alimento que guardarán en su tupper, mientras suena la voz ronca de Sinatra: A mi manera. Conversan, ríen. La espera no es larga bajo este cielo azul. Han perdido hasta las hojas, en los ojos conservan un brillo de esperanza. Al caer la noche, los iluminará la Estrella que nunca se apaga. © Araceli Otamendi - Ciudad de Buenos Aires Escritora y periodista argentina. Directora de las revistas de cultura Archivos del Sur y Barco de papel.   Espera no Natal Como árvores idosas e verticais em uma esquina do sul eles esperam o alimento que vão guardar em seus tupperwares, enquanto soa a voz rouca de Sinatra: “Do meu jeito” Eles falam, eles riem. A espera não é long...