Postagens

Mostrando postagens de 2026

Isabel Furini e Sonia Cardoso: Poemas de Outono

Imagem
Folhas do outono Isabel Furini folhas amarelas com gestual de dançarinas c a e m  das árvores  e se apinham nas esquinas ** Outono  Sonia Cardoso A frialdade das Madrugadas anuncia: Tempo dos marrons cálidos Dos frutos maduros, Das chuvas de folhas e  Pétalas coloridas  Que a terra pede Pausa e frescor  Ofertando perfumes  Maturação e ponderação  Proteção e abundância  Para a terra, o mar, a vida.

Araceli Otamendi: História de Retratos (Conto)

Imagem
Araceli Otamendi - Fotogradia de Oskar Molek História de Retratos (Conto de Araceli Otamendi) Traduzido ao português pela professora e poeta Carmem Andrea Soek Pliessnig Possui uma moldura oval de madeira escura, com dois anjinhos negros e gordinhos tocando harpa na parte superior. Pintado a óleo, apresenta tênues vestígios das pinceladas do pintor. O fundo é verde-escuro. No retrato, o tio Domingo está de pé com uma das mãos dentro do casaco, com uma expressão de "Vou quebrar, mas não vou dobrar". O cabelo escuro tem ondas sobre a testa. Sobrancelhas grossas, olhos redondos, olhar severo. Nariz reto, com narinas arrebitadas, atitude de sentir mal cheiro. Encontrei-o encostado no batente da janela da sala de leitura da biblioteca. Ao levantá-lo, notei que seu olhar agora era suplicante. Os olhos cravados em mim, tentando expressar-se. — O que foi? Por que está me olhando assim? Perguntei ao retrato do tio Domingo. — Por que você me colocou ao lado dela? Eu não soube de quem m...

UM CONTO DE DEBORAH R. CORDEIRO

Imagem
fotografia do arquivo pessoal da autora   INTIMIDADE  Já senti o ódio da quina inferior esquerda do aparador pelo meu dedo mindinho do pé. Como inimigo à espreita, todas as vezes que ela se sente minimamente ameaçada se atravessa voluptuosamente contra o menor de todos. Era de se esperar um contra-golpe do dedinho, mas ele alimenta o ciclo, mesmo levando a pior. Tive que mover o móvel de lugar, já que meu pé não conseguia mudar a rota de colisão. Me intriga. Os objetos precisam das minhas mãos para quase tudo, me sinto no dever de não deixar nenhum morrer por inanimação. Nos dias de chuva, as dores de família estalam nas minhas falanges. Eu mal conseguia colocar as duas mãos num vinil para fazê-lo tocar. Antes de cozinhar, eu geralmente coloco o B.B. King , ouço The thrill is gone com alguns engulhos deixados no ralo da minha garganta. Outro dia, cozinhando e cerrando meu cérebro com a voz rouca do King , minha Panela me provocou até o limite da sanidade, derrubando sucessiva...

Araceli Otamendi: Poemas inspirados em árvores floridas

Imagem
  Fotografia  Magnólias brancas A cidade cinzenta se ilumina A calçada floresce Araceli Otamendi Fotografia de Araceli Otamendi Feriado azul As árvores do porto Vestem-se de gala Araceli Otamendi Araceli Otamendi (Quilmes, Província de Buenos Aires) mora na Cidade Autônoma de Buenos Aires desde os 9 anos de idade. Graduada em Análise de Sistemas (Universidade Tecnológica Nacional – Faculdade Regional de Buenos Aires). Estudou literatura principalmente na oficina de Mirta Arlt.  É escritora e jornalista e dirige há vinte e dois anos as revistas culturais digitais Archivos del Sur e Barco de Papel.

Isabel Furini: Sombras sobre o mundo - Poema dedicado ao enfermeiro morto em Minneapolis

Imagem
Sombras sobre o mundo  Isabel Furini Os cínicos, os perversos, os malvados crônicos submissos ao vigoroso impulso da crueldade todos os psicopatas que moram nos pântanos das sombras e obrigam os outros a mastigar agruras estão em seu momento mais soberbo pois a noite e o mal estão cobrindo o mundo o lado obscuro da força está triunfante e o bem parece ter fugido pelas gretas mas o Sol voltará e aniquilará as sombras o desafio é manter a nossa fé em Jesus Cristo pois, apesar da lama, a alma permanece pura lembremos das pessoas boas… como o enfermeiro assassinado em Minneapolis, impunemente e sem culpa

Isabel Furini e Marli Voigt: Poesias

Imagem
Arte digital de Isabel Furini Busca poética Isabel Furini existe um mundo de sombras que nos persegue e nos assombra e, às vezes, nos toca e nos provoca é preciso avançar contemplar as rosas do jardim afastar a melancolia sonhar e poetizar intensamente - a cada novo dia temos a chance de mergulhar no mundo da Poesia ** Harmonia  Marli Voigt  Esse jeito de brincar Seus pés bailam na rua Sua mente a imaginar Ano novo de travessura A criança enriquece Torna o viver precioso Esperança assim permanece No abraço caloroso