Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Tere Tavares

Tere Tavares | Canções mínimas

Imagem
  Poente. Tere Tavares. Tere Tavares: Canções Mínimas  Sororidade. Frater. Toda a cor é coração! * Que o vento se amacie para acarinhar as flores. Do cipó-de-são-joão. Há néctares bordando os caminhos. Como as frases que brotam e borbulham. Das escolhas que se ampliam com o badalar dos sinos. Quando te excluis das alcateias. E o escuro se apaga em cálida lã. * Pequena grande descoberta. O ano novo é apenas um número inventado uma vez que o tempo não passa. Mas nós. Rosas Celestes. Tere Tavares. Há um nobre motivo para tudo o que é breve. O pacto com a eternidade. * A mais legítima crença é o amor. * Porque o amor e a vida são uma só matéria. Rosas Pequenas. Tere Tavares. Colibri. Hoje há sinais de pausa.  Sem o repouso das asas. Gruda teu corpo minúsculo no balanço do galho. Que o vento não te mantém suspenso. Tem contigo a despretensão de um mínimo salto. O sabor dos avivados. A astúcia dos peixes. A rede rendida. A rosa purpúrea finalmente pura. Quando se esquece que o colibri tem

Artes integradas de Tere Tavares - Um Conto e uma tela

Imagem
Tere Tavares - Observadores (técnica mista) Quotidiano por Tere Tavares Via o vulto límpido da realidade se abrir lentamente. A morte é apenas uma linha que se precisa atravessar; o silêncio depois que a respiração cessa. Nada se pronunciava que não viesse eternizar o que havia em si de venerável. Manteve-se curioso. Não perdeu a capacidade de encontrar motivos. Nenhum romantismo o visitava desde a última decepção. Imaginou ter encontrado na reclusão uma forma de relacionar-se melhor com os intervalos entre razão e emoção. Estudava uma forma de jogar com ambas, no momento certo. Cria ser esse o ponto de equilíbrio mesmo que ausente da precisão imaginada mais propícia. [O jovem caminha mais rápido pela estrada, mas o ancião conhece os detalhes do percurso]. Ele se chamava Hully. Perdia-se nas inglórias que se instilavam na sua pele e lhe soletravam a vacuidade suspensa na testa, nas várzeas que as geadas cobriam. A paixão o devorava como os escar