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Mostrando postagens com o rótulo prosa

JAQUELINE CONTE EM PROSA E VERSO - por Nic Cardeal

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fotografia do arquivo pessoal da autora   8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Viaje nas delícias literárias - em prosa ou poesia - da incrível escritora JAQUELINE CONTE : 1)  PASSARINHO ÀS OITO E POUCO (...) - Faz uns dez dias. Numa manhã como esta, um passarinho azul apareceu do nada aqui em casa. Ele tentava entrar na sala da frente e dava de cara no vidro da janela. Batia, voltava um pouco, sentava-se na tela de proteção pra pegar fôlego e voltava a se jogar contra a vidraça. Uma, duas, três... dez vezes. Depois desistiu e foi embora. - Tadinho! E o que você fez enquanto ele se batia, mamãe? - Fotografei. - Só isso? - Não. Também fiz um poema.

A POESIA E A PROSA DE DANIELLA GUIMARÃES DE ARAÚJO - por Nic Cardeal

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  (fotografia do arquivo pessoal da autora) 8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Hoje é dia de navegar na POESIA e na  PROSA  impressionantes de DANIELLA GUIMARÃES DE ARAÚJO !  1) FRUGAL esticar um lençol e devolver ao lugar os travesseiros  coar no filtro de flanela um café mais forte que antes  abrir em cada cômodo as janelas que não dão para mar nenhum  as miudezas das manhãs são enormes  há fiapos, objetos fora do lugar, roupas secando da véspera, copos sujos, chinelos largados no meio de tudo, uma pétala por um fio  são tão largas as horas da imaginação  mas nada se apressa  sabe-se de antemão como será o almoço, o jantar somos sobreviventes,

Preta em Traje Branco | Quarteto de Versos de Valéria Rufino

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Coluna 34 Foto Nika Akin by Pixabay Quarteto de Versos de Valéria Rufino 1. Corda Acorda Por mais um passo, Um segundo e... A corda Segura-te o corpo Balançando sobre a doce ilusão Ilustra a janela do seguro Que prudente não serra os olhos Temendo sonhar. 2 . Asterisco Iscnofônica e inerte Anseio por sua leitura No pé da página de meu ser Contida entre os dedos contraídos A frase... Te quero, te amo, leia-me Sinto meus olhos como asteriscos Saltitantes desejando festejar... Jardim!!! Sem-terra, sem água... Folha seca. Viro o rosto, fecho os olhos, Volto a página Impossível a mesma leitura Sem nota de rodapé Sem pé, nem pescoço Osso roído de medo do não Comeu-se todo Sem jamais saber Se ouviria o sim ou o não.   3. Fazer Fazer Do inicio ao fim Traz prazer Assim, sente o homem No objeto Concreto A abstração Coloca-se no mundo É parte do mundo Do homem ao homem Nos vegetais Que semeia, cultiva e colhe

Preta em Traje Branco | Deságues de Susana Malu Cordoba

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Coluna 33 Foto by Arek Socha from Pixabay Deságues de Susana Malu Cordoba DERRAMAR ESCORRER  SE DEMORAR Verbos transitivos que enfeitam GARGANTAS *********************************** O que separa as meninas das mulheres Ouviu-se apenas um disparo "Eu queria que você me amasse" De repente um silêncio morno o beijo no rosto e o impacto da bala que ricocheteou *********************************** Liberdade em gotas Foi uma gargalhada daquelas bem dadas Estava só E ali, onde as confissões só são permitidas  aos que queimam Duvidou do matrimônio *********************************** Um segredo Gosto de mergulhar em pessoas,  se pudesse  mergulharia em você *********************************** Tem noites em que minha maior ânsia é derramar em sua boca o líquido quente e escorregadio dos desejos  que me tiram o sono São nesses momentos que imagino  meu sussurro clandestino de fêmea lambendo seus ouvidos É ali que minhas intenções te mordiscam o sono, os lábios, o falo E ao amanhecer  te

Preta em Traje Branco | Aquilombamentos de Valéria Mendonça

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Coluna 32 Foto Paul Brennan por Pixabay Aquilombamentos de Valéria Mendonça Dois corações machucados  De relacionamentos anteriores  Como voltar a se envolver? Como podemos esquecer as dores? Não tínhamos como saber  Apenas escolhemos viver  Começamos de mansinho  Bem escondidinho Em um mundo só nosso  Que aos poucos foi se abrindo  Perdendo o medo  Deixando as mágoas pelo o caminho Fomos conquistando  Algo que achávamos impossível Nessa caminhada  Choramos, sorrimos   Juntos continuamos, seguimos  Com essa parceria incrível  Obrigada por ter me escolhido  ************************ Família  Sete letras  Uma palavra pequena  Com tanto significado  Algumas são pequenas  Outras não se contentam Com os laços de sangue  E coloca os agregados  Não entendeu? Pera aí já irei explicar  São tantas coisas  Fica difícil começar  Tem aquela que não é tia  Mais se torna  Por que cuidou  da sobrinha   Tem a ex cunhada  Que se tornou amiga  Tem a cunhada atual  Que me  trata tão bem  Sempre me dá café 

Preta em Traje Branco | Um giro no atelier de Lelé Gomes

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Coluna 31 Um giro no atelier de Lelé Gomes A vida é de ser encontro. As múltiplas linguagens que traçam intertextos com a poética da existência. Lelé Gomes é uma multiartista. Uma criatura adorável no jeito, no trato e no fazer. É das descobertas multicolores, que imprimem versos visuais na paredes, papéis, mentes, no intangível, na virtualidade. Essa miscelânea cósmica do ser mulher e traduzir em Arte o olhar candura para o mundo. Por Guiniver  1          “Desenhando a poesia, poetizando o desenho”, 2020. Desenho em papel A4 (297x210mm) , 150 m/g², Aquarela e caneta nanquim (291x205mm) – Em meio ao isolamento social, ocasionado pela pandemia de 2020, sentir o toque da pessoa amada com o sabor do café é uma dança poética. 1.        “Nem vou citar o nome”, 2021. Desenho em papel A4 (297x210mm) , 150 m/g², canetas marcadores à base de solvente – A ilustração é um retrato @evesilva feito a partir de uma foto que postou nas redes sociais. Os dreads, óculos, a posição e o empoderamento da