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Cinthia Kriemler - 5 poemas pra não esquecer

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Carmen Luna Natureza morta II A mulher chinesa estática na fotografia em p&b é diferente de mim Não sorri não fala português não diz palavra não tenta ser minha amiga no Facebook A mulher chinesa usa um chapéu de cone para colher arroz e umas calças largas que eu não quero usar Porque eu sou gorda e as calças largas avolumam ainda mais os visuais arredondados por carnes em acúmulo A mulher chinesa não quer ter filhas, só filhos, porque as meninas são inúteis para a revolução Mesmo que a revolução já seja tão velha quanto a minha memória mais antiga do que seja uma revolução A mulher chinesa se deita todas as noites e chora sem ruído por alguma coisa que ela não conhece e que faz falta                                      Tem medo que descubram que ela sonha com viagens com livre-arbítrio e com campos de girassóis bem mais bonitos que os campos de arroz que tornam plana a paisagem dos dias chine

Preciosidades Antológicas 01 - três autoras

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|  coluna 01  | Preciosidades Antológicas - três autoras Amanda Vital, Cinthia Kriemler e Cláudia Gonçalves por Chris Herrmann Nesta coluna aperiódica que temos o prazer de iniciar hoje, destacamos o poema de três autoras da nossa I Antologia Digital de Poesia Porque Somos Mulheres . Foram 149 poetas selecionadas (entre elas, algumas convidadas) das 208 inscritas, que nos orgulharam muito pela qualidade e diversidade das obras. Desejamos a vocês boas leituras! clique na imagem para ler o e-book gratuito selo Revista Ser MulherArte, 2020

MEU PAIDEUMA FEITO DELAS: com Thais Guimarães, Cinthia Kriemler e Micheliny Verunschk

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[Thais Guimarães] GRAU DE VISÃO envelhecemos e não há forma amena para contar tempo o que passou a imagem devolvida pelo espelho diz tudo sem palavras os olhos já não veem (sem óculos) o que não precisa ser visto [Cinthia Kriemler] FÉRETRO somos tantas as que vivemos carpimos rezamos trepamos amamos partimos somos tantas que me confundo sobre qual de nós morreu desta vez [Micheliny Verunschk] “Ora, se nunca se anunciara com tal fervor a existência de santos suicidas é que nunca antes se oferecera o patronato de um desses santos aos próprios suicidas. Nunca existira um alguém que intercedesse por essas almas. Alguém que soubesse na carne e no espírito os caminhos e descaminhos que levam ao ato extremo. E é a história desse santo, sua vida e morte, seu polêmico percurso, que aqui se vai relatar. Melhor dizendo, dessa santa, porque cabe às mulheres desde sempre, de Pandora a Eva, a faísca da subversão, a

Ouvindo Mulheres 02 - "Puta", conto de Cinthia Kriemler

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Ouvindo Mulheres - 02 por Cris Lira Olá, leitoras e leitores! Hoje, na coluna Ouvindo Mulheres , trago a leitura do conto visceral de Cinthia Kriemler, "Puta," que integra a Coletânea I do Mulherio das Letras (Mariposa Cartonera, 2017) organizada pela Henriette Effenberger. É uma história triste e dura, contada de maneira sucinta e crua. É a voz de uma mulher que por vezes nos choca, mas pela qual sinto uma profunda empatia. Termino o conto com o desejo de convidá-la para um café; um convite para que desfie o lirismo das noites em que ainda acreditava no amor. Imagino o sorriso cansado dela no espelho ao me ouvir e tenho quase certeza de que riria, "também você é como a polaquinha?", penso que ela diria. Sorrio também. Como esse café é impossível, faço um convite a você, que me lê, para que adentre o universo ficcional de Cinthia Kriemler comigo. Deixo aqui o conto e a leitura do conto para vocês! Obrigada por me escutarem. Obrigada por nos escutarem.