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A ESCRITA DE GIOVANA DAMACENO | por Nic Cardeal

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  fotografia do arquivo pessoal da autora   8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Mergulhe na palavra sempre impressionante de GIOVANA DAMACENO : 1) SEM FILHOTE imagem via Pinterest  Uma amiga me perguntou como está o ninho vazio.  (Pra quem não sabe: é quando os filhos vão embora pra assumir seus próprios encargos neste mundo e a casa fica de um jeito que toda hora é nó na garganta.) Minha resposta ficou vaga, confesso. Não sei explicar claramente o que sinto sobre essa ausência. Não me vejo como a mãe que a sociedade considera normal, aliás, nem meu filho me vê dentro da caixinha. A educação dele foi libertária, com base em amor, respeito e libe

Divina Leitura | O processo de morrer em "Alguém pra segurar a minha mão" de Giovana Damaceno

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  Coluna 03 O processo de morrer em Alguém pra segurar a minha mão de Giovana Damaceno - por Divanize Carbonieri   Não sei redigir resenha sobre livro-reportagem. Não vou fingir que sei. Não tenho nem mesmo certeza quanto ao termo correto. Será que o melhor não seria dizer “jornalismo literário”? Se estou usando conceitos ultrapassados, peço desculpas. Mas quero escrever sobre o livro de Giovana Damaceno, Alguém pra segurar a minha mão (Penalux, 2020), porque foi uma leitura que me tocou. Quando pensei em criar esta coluna, “Divina Leitura”, o que tinha principalmente em mente era apresentar às leitoras livros de que tivesse gostado e incentivar novas leituras. Aqui não tenho objetivos acadêmicos, que reservo para outras instâncias das minhas atividades. É claro que, após tantos anos na academia, é quase impossível que um texto meu não venha a ser contaminado por algum academicismo. Mas, nesta coluna, quero realmente escrever de forma mais acessível e fluida. E esses são os

Giovana Damaceno - Alguém pra segurar a minha mão

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"Alguém pra segurar a minha mão" é um livro-reportagem que mostra o trabalho de uma equipe de atenção domiciliar, que presta cuidados paliativos a doentes em fase terminal. Um aprendizado sobre a natureza da morte." Alguém pra segurar a minha mão “Se morrer é um evento natural da vida, não podemos tirar das pessoas o direito de morrer em paz”. Essa foi uma das inúmeras frases marcantes que a jornalista Giovana Damaceno ouviu em horas de entrevistas e em visitas domiciliares, acompanhando o médico José Antônio Pereira Fernandes, do Serviço de Atenção Domiciliar de Volta Redonda/RJ. Tudo o que a jornalista apurou está no livro “Alguém pra segurar a minha mão”, que a Editora Penalux colocou em pré-venda esta semana. Trata-se de um livro-reportagem, cujo projeto nasceu da compreensão de que pacientes terminais têm direito a morrer dignamente. Amiga pessoal do médico José, a jornalista conheceu o trabalho do SAD, que assiste esses pacientes em casa, até

Um conto de Giovana Damaceno

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Imagem Pinterest Da janela Por Giovana Damaceno O verso da música martelava na mente, enquanto fumava um cigarro na sacada do apartamento, após uma xícara de café – “Ela se jogou da janela do quinto andar”. A letra de Renato Russo convidava o pensamento a questionar, a avaliar possibilidades. Alguém – quem? –, teria se lançado ao ar. Por quê? E o que mais? O que lhe acontecera depois? Nada preenchia o vazio da não resposta, da não continuidade, da expectativa. Estatelara-se no cimento quente da calçada em pleno sol do meio-dia? Ou numa noite gelada, como a de hoje? “Dorme agora, é só o vento lá fora”. Dorme o sono da morte, o tal sono eterno que lhe prometeu a religião durante tantos anos? Tentava imaginar o que haveria de semelhante nas vidas de mulheres que decidiam sair de cena, como a moça que se atirara da janela do quinto andar. Se seriam infelizes, humilhadas, rejeitadas, gordas demais, magras demais, odiadas, cansadas, feias, fracassadas. Ela se jogou. Atiro