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UniVerso de Mulheres 12 - A voz da selva na poesia de Sandrinha Barbosa, por Valeska Brinkmann

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UniVerso de Mulheres 12                                                                                                                             Foto  © Luciana Frazão   A voz da selva na poesia de Sandrinha Barbosa, por Valeska Brinkmann Eu selvagem   selvagem como as pedras não polidas e intocadas selvagem como o fogo o sol do meio-dia e as grandes tempestades selvagem como os terremotos maremotos secas e enchentes selvagem como a pororoca amazônica que em sua passagem arrasta o tudo e o todo selvagem como a febre alta como a ferrada de arraia e o choque do puraquê selvagem como a noite sem fim sem luz e sem som repleta de pesadelos selvagem assim eu sou assim estou seria uma certeza ou auto-defesa? não sei explicar mas por alguns instantes ao deixar a selva encontro vocês: amigos fiéis que tanto falam, brincam e sorriem em seus olhos quanta esperança firmeza e carinho traduzidos a mim selvagem em jeito de luta persistência e não desistência o oxigênio a segurança a brisa morna qu

Uni Verso de Mulheres 02 - Dois Poemas de Sandrinha Barbosa

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Uni Verso de Mulheres 02 Dois poemas de Sandrinha Barbosa, por Valeska Brinkmann Foto: Ribamar Caboclo Ave, Solimões ainda há pouco teu filho        o velho Madeira nos entregou        de braços abertos a ti e agora navegando em tuas        barrentas águas, te saúdo: Ave, Solimões cheio de graça! pai         mestre amigo e senhor majestoso        há milênios dessa sagrada Amazônia onde reinas humilde  repleto de sabedoria: Ave, Solimões cheio de graça! que teu corpo        seja a rede e teu espírito        seja o bálsamo às dores  na alma que ora sinto  percorre meu sangue segura em teu colo        meu coração e se possível        ainda leva minh´alma        para descansar um pouco nas profundezas de tuas turvas águas onde eterno  e                      utopia convivem na paz de tuas lendas e             mistérios Ave, Solimões cheio de graça!