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SEIS POEMAS DE MARIA GABRIELA CARDOSO | LUA PINKHASOVNA

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  fotografia do arquivo pessoal da autora   CAFÉ DE AMANHà   Pão na chapa enche de açúcares os vasos sanguíneos do burguês ao acordar  de açúcares padece o corpo cansado sem pão na chapa na mesa ao levantar    Frutas fornecem nutrientes essenciais, lipídeos e vitaminas que enchem o cérebro de energia;  uma uva, uma manga, uma banana trocam de preços todos os dias no mercado:  a saciedade está tão cara comprar!   Mas o pão, o pão têm simbolismo divino  na alimentação foram multiplicados, são o corpo de Cristo  cada pedaço fora dividido após terem sido ungidos  em suas santas bênçãos   Hoje, à mercê do Estado que não é divino, nem pai, nem democrático, o pão, de tão caro contrasta desigualmente com miseráveis salários condenando à inanição!   O pão divide o burguês do proletário; enquanto a mão de um estica-se  para no miolo algo ali passar  outras, juntas, rezam à noite  para quando, no café da manhã  do amanhã, o estômago logo acordar.  -*- CALIGRAFIA    Eles verão que eu inverno e qu

A POESIA DE HELENA ARRUDA | por Nic Cardeal

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fotografia do arquivo pessoal da autora   8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal *) Leia a poesia sempre impressionante de HELENA ARRUDA : 1) NAUFRÁGIOS  sobre o mar ondulante minha embarcação segue à deriva. sou obrigada a pegar o leme e a jogar no mar tudo o que não quero, na tentativa de flutuar um pouco mais. o barquinho segue afundando : água por todos os pequenos orifícios. sou minha própria embarcação. não cabem nela desassossegos desmemórias desviveres. vivo. subo na proa e tento encontrar a ilha, mas descubro com saramago minha existência : cruzo as fronteiras do pensamento e atravesso sem cessar as tempestades. na linha do horizonte alaran

A POESIA DE JEANNE ARAÚJO | por Nic Cardeal

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fotografia do arquivo pessoal da autora   8M Mulheres não apenas em março.  Mulheres em janeiro, fevereiro, maio. Mulheres a rodo, sem rodeios nem receios. Mulheres quem somos, quem queremos. Mulheres que adoramos. Mulheres de luta, de luto, de foto, de fato. Mulheres reais, fantasias, eróticas, utópicas. Mulheres de verdade, identidade, realidade. Dias mulheres virão,  mulheres verão, pra crer, pra valer! (Nic Cardeal) Aprecie a poesia incrível de JEANNE ARAÚJO : 1)  A CIGANA  A cigana leu a minha mão: és irmã das coisas que fogem, estás aqui e lá separada ao meio pelo fio da metade. Espera, espera que o tempo cura e há de lhe fazer estrela. Deixa brilhar a centelha que a impulsiona à fogueira, onde fogo e palavra ardem juntos onde palha e poeira são esteira. Onde mãos são sempre preces e o olhar é chamamento. Espera, espera que o tempo cura E o que é eterno É um só momento. (* poema do livro Monte de Vênus , pág. 21) -*- capa do livro Monte de Vênus   2) RELICÁRIO  Renascida de dores