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Mostrando postagens com o rótulo Artes Visuais

Especial Arte | Yara Tupynambá

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  Especial Arte Yara Tupynambá Yara Tupynambá, a primeira dama da arte Mineira, coloriu pela primeira vez suas retinas com as cores e luzes do Gerais de Montes Claros onde nasceu. Aos 17 anos se fez aluna do mestre Guignard, Em Belo Horizonte, e a seguir foi aluna de Goeldi, o grande gravurista no Rio de Janeiro. Continuou seu aprendizado com Falga Ostrower e outros. Sua primeira fase se caracteriza pelo desenho, mas foi a gravura que, de imediato, a fez conhecida. Ligada a natureza procura expressar o que sente ao contempla-la em seu explendor. Para tal, fez-se figurativa. Ligada também á cultura, vai buscar na observação do cotidiano e na poeira do inconsciente compreensão de si e do mundo que a cerca. Ciosa de suas raízes barrocas, estudou obsessivamente os mineiros do tempo colonial e assim alcançou a força expressionista que marca seu trabalho. Grande parte da obra de Yara são documentos artísticos em que pulsam temáticas históricos-sociais. De suas mãos ambidestra nascemobras q

Coletivo Contemporâneos

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  |  Caderno de Arte 03  | Coletivo Contemporâneos por Lu Valença HABITAMOS E TIVEMOS INÍCIO NO MESMO TEMPO .      Qual foi a primeira manifestação criativa da espécie humana? A arte. Foi empregando a arte que nossos ancestrais puderam expressar e realizar suas ideias, artísticas e linguísticas. Com a primeira manifestação artística, superou-se a falta de educação e recursos, abrindo-se, com a transmissão das ideias por meio de imagens, o caminho para a comunicação e a propagação das ideias. Desta forma, os pensamentos se tornaram visíveis e imediatamente reconhecíveis até mesmo para os iletrados. Essa prática, nos permite afirmar que o homem atual igualmente valoriza símbolos e sinais e reconhece a arte como forma de expressão e entendimento capaz de transpor barreiras como as diferenças culturais, de linguagem e de nível de instrução. O  CONTEMPORÂNEOS foi criado para manter essa tradição acesa, disseminando a importância visceral que a arte tem, em suas variadas formas, de servir co

Fernanda de Paula e a poesia de sua janela enluarada

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Letícia de Paula Pôr do sol de outono dói mais.  Mesmo quando  uma imensa alegria me acena  por detrás  de montanhas azuis, essa saudade gorda  faz o  que vejo pela janela vestir um brilho úmido  de  lágrimas. A luz do ocaso é cor sem nome.  Ressoa  grave, em lilás desmaiado,  levemente coberto  de uma poeira vagarosa  de terra vermelha.  A alma acorda sonolenta,  os olhos enfumaçados  de preguiça e canção.  Tudo no entorno é velho  – também minha voz.  Viver parece coisa antiga.  O amor boceja. Letícia de Paula   Com a garganta dormente de tudo que não disse quando podia,  lavo o peito da saudade.  Costumava colher florinhas amarelas no mato. Só, por detrás das encostas da imaginação, observava uma velha  plantadora de árvores no meio do deserto. Pensava o que aquela mulher  de tez engruvinhada de histórias tanto escondia no chão,  as mãos de desenterrar sonhos...  Com que leveza d’alma ela regava  as

Todas as artes de Cristina Arruda

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Todas as Artes de Cristina Arruda por Chris Herrnann pintura - desenho - ilustraçãodelivros - poesia - bordados - porcelana - colchaderetalhos- livroinfantil A arte tem seus caminhos e curvas, tem seu destino. A arte busca com necessidade intuitiva até encontrar. A arte encontra em Cristina Arruda sua manifestação plena: delicadeza em estado bruto, lírica transformada em todo tipo de arte. Poeta, artista plástica, artesã, mal se percebe onde Cristina começa verso e acaba imagem. Rebento Cristina Arruda As vezes paro  Penso nos meus traços Absorvo Mastigo Rio E choro Acatando a dor e o riso Que me provocam Não tenho a vida inteira Para os devaneios  Da minha linha Mas marcarei em ti Algo que salta de mim  Como um tinir penetrante E brincam no papel desenhos feitos com canetinha e nanquim, lápis de cor, giz pastel seco ou  pintura em aquarela e tinta acrílica.  Pelas mãos de Cristina vão surgindo personagens

Textos Poéticos Visuais - por Lionizia Goyá

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Seria mais uma matéria, sobre textos poéticos ou artes visuais, não fosse a obra de  Lionizia Goyá essa beleza forte, impactante que nos mobiliza. Nessa série, ela retrata mulheres negras, todas escritoras e que de alguma forma a tocaram. Pra que ela as retratasse com o seu jeito peculiar, além de óleo sobre tela, a artista utiliza o que se chama, "assemblage de memória", ( objetos: bijuterias, fuxicos de retalhos, retalhos de rendas, roupas usadas). Segundo ela, "É um reciclar - o lixo que vira luxo." Mas há muito mais que óleo sobre tela e objetos reciclados na obra de Lionizia; há o seu olhar que conta além.  Lia Sena Autorretrato Lionizia Goyá Série Feminina: Simplesmente Maria / Lionizia Goyá Conceição Evaristo Carolina Maria de Jesus Joelma Rocha Sônia Elizabeth Paulina Chiziane Lionizia Goyá Artista Plástica e Escritora. Natural de Caçu-GO. Membro: REBRA (Rede de Escritoras

Cinco poemas de Fany Aktinol - Cinco telas de Luciane Valença

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NA PRIMAVERA Na primavera  sou a flor que nasce, floresce e  preenche com sol - com seus raios  rasos e amarelos - cada fragmento da existência, tornando este o sentido da vida. Num ponto distante, indevassável, me planto, finco raízes para sorver  o alimento da alma, ouvir a música, o vento, a terra que crepita durante gerações e subsistir indefinidamente, me recriar perpetuamente como herança  de uma química milenar. IMINÊNCIA Vivi a beleza na altura, No imponente cume Transcendi a vida na planície. A água da fonte que desaparecia Aplacou um dos pontos cardeais  Da minha sede ancestral. O arbusto que floresceu Sobre a rocha escarpada Deu-me a sombra reconfortante. O céu baixo, O fulgor do astro rei  Que se despedia  Me envolveu no manto  da religiosidade E me trouxe a elegia  Que fez eterno  O instante fugaz. O reflexo no espelho Trouxe aquela fonte de águas cristalinas Qu