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Minha Lavra do teu Livro 16 | "DO MENINO", de DALVA MARIA SOARES, por Nic Cardeal

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Minha Lavra do teu Livro 16 - resenhas afetivas -   "DO MENINO":  UM LIVRO-ÚTERO  NO AMOR DE MÃE "Para escrever o aprendizado é a própria vida se vivendo em nós e ao redor de nós" (Clarice Lispector, "A descoberta do mundo"). DO MENINO , de DALVA MARIA SOARES (Belo Horizonte/MG: Venas Abiertas, 2021) é um livro de crônicas do cotidiano da relação mãe-filho, das "aventuras e desventuras de ser mãe solo" . Dalva já nos revelou sua intensa (e poética) narrativa, em seu primeiro livro, "Para diminuir a febre de sentir" , lançado pela mesma editora, em 2020! "Do menino" segue esse jeito corajoso e tão bonito de dizer sobre a vida, sobre o inesgotável amor de mãe, sobre as dores e cansaços de mãe, sobre as alegrias de mãe. Para falar "Do menino" , Dalva volta a 6 de janeiro de 2001, 'Dia de Reis', quando, depois de ir ao povoado de Santo Antônio do Baú (distrito de Jequitibá, Minas Gerais) e assistir à 'Folia

Minha Lavra do teu Livro 14 | "PARA DIMINUIR A FEBRE DE SENTIR", de DALVA MARIA SOARES, por Nic Cardeal

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Minha Lavra do teu Livro 14 - resenhas afetivas - "PARA DIMINUIR A   FEBRE DE SENTIR": ESCREVER PARA ALIVIAR  AS DORES DO VIVER "Todo símbolo tem uma carne, todo sonho uma realidade." (Oscar V. L. Milosz) PARA DIMINUIR A FEBRE DE SENTIR , de DALVA MARIA SOARES (Belo Horizonte/MG: Venas Abiertas, 2020) é um livro de crônicas do cotidiano, mas também é poesia em prosa - afinal, teríamos como estancar o poético da vida? Não. Não me parece possível, mesmo que a realidade seja tão nua e crua quanto as lágrimas que jorram feito temporal barulhento num rosto cansado de mãe à procura do 'sempre' melhor para o filho. Ainda assim, ali mesmo - nas lágrimas - a poesia sangra, porque poesia também é ferida aberta e, a palavra, a agulha que a costura (*). O título do livro é bem propício: nas mãos de Dalva todo o sentir parece febril - é preciso, então, reduzir a temperatura do corpo para tocar a caneta e mergulhar na palavra [que às vezes - ou quase sempre - queima até

Uma crônica de Dalva Maria Soares | "A janta tá pronta?"

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Imagem de Magnascan por Pixabay.   Uma crônica de Dalva Maria Soares "A janta tá pronta"? Cinco e quinze da manhã. O som das patas do Scooby na porta me desperta do sono. Venço a vozinha que, sussurra todos os dias, na hora da caminhada para eu não ir, e vou. As luzes da cidade ainda estão acesas. Coloco os fones de ouvido e saio, embalada pela voz de Nina Simone: “ Ain't got no home, ain't got no shoes, ain't got no money ”... No céu, a lua está inteira. Do outro lado, o tom vermelho-alaranjado atrás da serra informa que o sol surgirá em breve. Os cachorros ainda dormem enrodilhados no meio da rua. Seis horas em ponto. O carro da secretaria passa com a equipe da saúde da família a caminho da zona rural. A lua sumiu, o sol já vai alto. Dou meia volta no trevo e retorno. Vejo criança penteada e com o uniforme da escola. Apresso o passo para ter certeza que o menino acordou com o despertador. Sete horas. Despachar o menino pra escola, cozinhar feijão, comprar