Brinquedos (III) Poemas Isabel Furini, Francine Cruz e Jucélia Betinardi

Imagens e lembranças

O olho de um leão de pelúcia
o sapatinho de uma boneca antiga
as asas de um aviãozinho de madeira
os trilhos de um trem quebrado
imagens que me atingem
como um tornado
atinge uma cidade dormida

possuo um ego maníaco
que  ancora
imagens, emoções e lembranças 
nos cantos do músculo cardíaco

Isabel Furini

Imagem gerada pela IA do Bing

Infância

Se o sol nasce lá fora
Mamãe não seja má
Dá logo a bola
Quero brincá

Pular corda, extravasar
Esconder, saltar, correr
Deixe, por favor, eu me sujar
Sem medo que vá brigar
Quero ser feliz hoje
Minha felicidade é brincar

O tempo entre os dedos escorre
Não há nada que faça voltar
Minha mamãe querida

Infância só se tem
Uma vez na vida!

Francine Cruz

Imagem gerada pela IA do Bing

As bonequinhas encantadoras 

Eu e minha irmã ganhamos no tempo de infância duas bonequinhas. Na manhã de Natal, lá estavam elas, debaixo do pinheirinho. Ficamos muito contentes, pois elas eram maleáveis e muito engraçadinhas. Dobravam as perninhas e também os bracinhos. Uma era lorinha e a outra moreninha.
Assim nós as moldávamos com jeitinho para bricar. Brincávamos com elas todos os dias e demos os nomes de Aninha e Rosinha. Foi um presente incrível que ganhamos de nossos pais e ficará sempre marcado em nossa memoria.

Jucélia Betinardi


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