Prosas poéticas de Aldirene Máximo e Claudirene Favarin | Perseverança e Resiliência

 

Beatriz Milhazes


Prosas Poéticas de Aldirene Máximo e Claudirene Favarin

Perseverança e Resiliência


ESTAÇÕES

 

Viva suas estações sem medo:

A Primavera te trará os bons perfumes da vida: Afeto, Amizade, Esperança e Gratidão. 

O Verão te trará a vontade de viver mil aventuras. Seja na terra, no mar ou no ar. Adrenalina total. Só não se esqueça de beber água no calor de 40° C . 

O Outono te ensinará quais frutos já estarão maduros e quais você poderá colher. Mas... se seu coração sentir que determinado fruto não amadureceu, não fique triste. Algumas árvores precisam de um tempo maior. E está tudo bem!

O Inverno te ensinará que calor humano deve ser compartilhado. Distribua abraços quentinhos e sorrisos que iluminem o caminho dos nossos irmãos.

Exale o perfume de cada Flor.

Saboreie cada Vitória com Emoção.

E seja Resiliente ao viver cada desafio da vida, seja qual for a Estação.

 

(Aldirene Máximo)

 


RESILIÊNCIA

 

Como esquecer o que confecciona a nossa história de vida?

Nossos amores (os felizes e os doloridos), nossas saudades (sobre o que vivemos e o que não vivemos e queríamos ter vivido) e até mesmo nossas iras que não merecem explicação, mas estiveram presentes.

Será que a solução é esquecer? Ou saber que aquele vento e aquela tempestade foram para aprendermos sobre nossa força, sobre nossa resiliência em voltar a ficar de pé?

Olhar para trás também vale no andar para frente. E só assim saberemos que somos capazes de resistir!

Afinal, estarmos vivos é o nosso desafio...


(Claudirene Favarin)


Beatriz Milhazes

MONTANHA - RUSSA

 

Há quem diga que a vida é uma roda gigante. Mas, às vezes, eu acredito que a minha seja uma montanha - russa: um turbilhão de emoções que eu preciso equilibrar dia após dia. Isso é desafiador.

Tenho me surpreendido nos últimos anos. Entre os "altos e baixos" dessa grande aventura chamada vida, compreendi que sentir medo é normal. E que com medo ou sem medo, cada emoção precisa ser vivida em sua intensidade. E isso é ótimo. Pois em cada grito, sorriso, lágrima e batimento cardíaco acelerado, há um grande aprendizado. Diante dessa afirmação, posso dizer que tornei-me corajosa e hoje, quando sei que a vida vai "me propor esse passeio de montanha - russa", embora ainda sinta as famosas "borboletas no estômago", aceito o desafio de estar bem à frente, nos primeiros assentos, permitindo- me sentir o vento, para apreciar o mundo a metros de altura e também por saber que após tantas voltas e tantos desafios, saberei me reconhecer caso enxergue o mundo de ponta cabeça.

 

(Aldirene Máximo)

 

 

SER RESILIENTE

 

Ser resiliente quando nossas folhas caem, ser resiliente quando nossos galhos quebram.

Como? Se isso tudo dói?

Como superar para que brotem novos ramos verdes e a vida floresça?

A vida nos transforma, muda nossa estrutura, conforme o que é necessário para aprendermos, para adquirirmos novas formas.

Transformar-se requer se voltar para dentro, para que nosso tronco, nossos pilares, se tornem mais fortes, mais bem nutridos. Para voltar-se para si, para que nossa seiva se torne mais forte, não é se entregar à tristeza (que pode parecer tristeza por não estarmos socialmente ativos), voltar-se para si é olhar para as nossas capacidades e se fazer corajoso para uma nova etapa de novos riscos, com novos frutos.

No momento certo, na estação certa, floresceremos, estaremos prontos para expandir em ideias e em ações, estaremos prontos para compartilhar nossos perfumes e o gosto dos nossos frutos repletos de sentimentos.

Porque o corajoso é aquele que mesmo com medo vai e faz, diferente do destemido, que não tem medo algum e faz sem pensar ou o covarde, que nunca age.

Em alguns momentos, precisamos recusar algumas coisas de nossas raízes, descartar aquilo que nos faz mal, aquilo que nos enfraquece para agir, reciclar o que for possível, transformar.

Isso é um ato de coragem, nos deixa mais fortes para crescer.

Então, e só assim, cresceremos!

 

(Claudirene Favarin)


Beatriz Milhazes



Aldirene Máximo é graduada em Letras e pós-graduada em Psicopedagogia. Idealizadora da Livraria Sororidade, especializada em livros escritos por mulheres. Coorganizou as coletâneas Elas e as Letras, Elas e as Letras – Diversidade e Resistência e Elas e as Letras - Insubmissão Ancestral. Autora de Eu acredito no Amor!, Metáforas, Caderno de Recordações, O Encontro, #Sororidade, Catarses e Oásis. Coautora de Resiliência, em parceria com a escritora Claudirene Favarin, e coautora de Sonhos de criança, em parceria com a escritora Rita Queiroz. Doutora h.c. em Literatura. Vice-Presidente da NACLAB (Núcleo Acadêmico de Ciências, Letras e Artes do Brasil), Acadêmica-fundadora, ocupando a cadeira número 2. Antologista, Biblioterapeuta, Blogueira, Cronista, Escritora, Mediadora de leitura, Narradora de histórias, Palestrante, Poeta, Prefaciadora, Professora, Resenhista e Revisora de textos. Integrante dos coletivos: Mulherio das Letras, Mulherio das Letras Portugal, Mulherio das Letras Itália, Mulherio das Letras Europa e Mulherio das Letras Estados Unidos. #Sororidade é o seu lema! Colunista na revista VOO LIVRE.


Instagram: @catarsesemetaforas




Claudirene Favarin é mulher, amiga, filha, irmã, esposa e mãe. Ama árvores, borboletas e a cor azul. Busca a gratidão quase sempre. Crê em um Deus maior que si mesma. Aprendeu a ser Psicóloga e Escritora. Adora essas condições com que a vida a presenteou. Graduada em Psicologia pela Universidade São Marcos, Pós-graduada em Psicodrama pela Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama (ABPS). Possui Formação Internacional em Coaching, pela Lambent do Brasil e como Terapeuta de Reorganização Neurofuncional Padovan, pelo Instituto Padovan. Trabalha com pessoas atualmente no Brasil, Estados Unidos e online por vários locais do mundo. Coautora nas coletâneas Elas e as Letras (2018 – Versejar) e Elas e as Letras - Diversidade e Resistência (2019- Versejar). Colunista na revista BLAHPSI

Instagram: @claudirene.psico




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