Elas me fazem de gata e alpercata | Desfile de meowdas 1 - Publicação coletiva

|  coluna 04  |



Desfile de Meowdas 1
por Chris Herrmann

A minha coluna de hoje sobre o mundo felino é interativa. Trata-se de um desfile de “moda felina“! Mas como assim?Ora, nossos bichanos estão sempre inventando moda, não é? Então, nada mais justo que tenhamos um espaço para elas e eles se exibirem mais um pouquinho (risos).


Essa nova seção da coluna poderá ser publicada outras vezes, portanto este é o desfile número 1. Vejamos abaixo o que seus pais e mães falam delas e deles, e suas fotos. 




LIN QUINTINO

São dois felinos, dois gatos ou dois presentes que a vida trouxe sem pedir licença. Foi empurrando a porta dos sentimentos e deixando ancorados no porto dos desejos dois gatos.  No começo, nos estranhamos, cada um com suas manias já consagradas e sem abrir mão um milímetro, mas aos poucos, nos roçando, até nos embolar na cama. Hoje, dividimos tudo, até as manias.




JENNIFER TRAJANO

Quem tem medo de ver vulto no escuro é criança. Adulto tem medo de pisar no gato e sentir-se mal depois, por não tê-lo visto guardando, no escuro, os portais dos corredores pela casa. A sentença do crime vem após o "miau" (indício de que ocorreu a pisada), daí surge o tempo de castigo, mais conhecido como remorso. Esse varia. Às vezes dura uns segundos, outras formam-se minutos. Tempo suficiente, no entanto, para levar a luz do cuidado nos pés que pisam a escuridão. É como gato: um mistério, pois nunca se sabe quando vai precisar iluminar o chão, é difícil. Quando vê, não viu, já é "miau".





DIVANIZE CARBONIERI

Miosótis é uma gatinha muito educada. Para na porta do quarto e fica olhando pra mim. Só entra se eu olhar bem nos olhos dela ou disser "Entra, Mimi". Antes de subir na cama, ainda mia, pedindo licença. Isso quando tô acordada, trabalhando no computador. Quando tô dormindo, ela entra gritando mesmo que é pra parar com essa palhaçada de dormir enquanto ela tá desperta faz tempo.





JOANA PRADO MEDEIROS

Minha Manu Charllote é uma gatinha toda branca de olhos azuis. Brinca comigo como se eu fosse um dos seus gatinhos que ela carrega pelos dentes, minhas mãos, às vezes os meus pés... Tem personalidade. Deita de patas cruzadas quando ouço Jazz. Minha Manu Charllote recebeu este nome em homenagem ao meu único irmão Manoel... também não tenho irmãs. Minha Manu é minha irmã... Não obstante, ela é trans porque eu a chamo de gato, talvez por querer que ela seja o Manuel, meu irmão, que se enrrosca em mim.




FERNANDA VILLAS BOAS

Eu sou Rosa. Teimosa, trelosa e muito criativa. Adoro me  esconder da mamãe para ela vir ao meu encontro. Tenho vários esconderijos, como o alto do armário da cozinha, super difícil de subir pela pia. Nasci aqui em casa. Éramos três  meninas. Duas foram adotadas e fiquei com Ananda, que Deus levou há dois anos.  Ela vivia muito feliz comigo. Fiquei muito tempo procurando por ela. Chorei e dormi. Mamãe fez muito carinho e agora eu durmo com ela. Ando pela varanda e mamãe se diverte. De madrugada pulo fora da cama e vou comer algo. Cada dia vivo de um modo de diferente.  Tem umas visitas que dizem: Que linda! Eu lambo o sapato e beijo  mamãe quando ela está triste.  Afinal uma Rosa, é uma Rosa, é uma Rosa.






ILDA MANINI

Tenho 5  bichanos, o mais velho é albino, pede muitos cuidados e por isso mesmo foge de mim, mas é doce e gosta de dormir no colo. Snome é Branco. O Freddie é o meu chodó, preguiçoso, dorme o dia inteiro e aventureiro nas noites. Lola e Valentina são minhas meninas, lindas e doces, elas adoram brincar. São a alegria da nossa casa. O Chico é meu bebê grandão, maravilhoso, muito meigo, mas não gosta de colo, onde estou, lá está ele também. Faço caminhada toda manhã e creiam, todos andam comigo. As melhores companhias.





ANDRE RICARDO AGUIAR

Não vou falar das dificuldades de se criar gatos. Quase não existe. É só não criar expectativas com a posse dos bichanos.  Caixa de areia, cuidados veterinários, comida atualizada, água como um oásis particular, e em lugares de confinamento, janelas, aberturas, escotilhas. Deixem que eles se virem com o resto, pois se o conforto para os donos está ao redor, tem sempre um gato reivindicando. E eles tomam posse na cara dura.
A recompensa é imensa. Eles são tranquilizantes como aquários. Também parecem praticantes de ioga, de zen budismo e da arte de secar com os olhos. Quando pequenos, são como demônios que foram adotados porque o inferno não os quis. Parecem objetos de decoração que não estão a fim de se fixar, e o feng shui deles não é da nossa conta.




GISELLE FIORINI BOHN

- Eu não quero mais fazer a lição. Eu não aguento mais este homeschooling chato. Eu gosto de estudar, mas na escola, com os meus amigos, a gente fazendo bagunça, depois saindo na hora da pausa, jogando futebol, correndo. Eu não quero mais ficar aqui. Ainda bem que eu tenho você, Mia, você é tão fofinha, tão linda... eu amo tanto você que me dá vontade de chorar...
E os soluços tomam a manhã de terça-feira que podia ser qualquer outro dia da semana deste ano sem fim.




LUCILA BONINA TEIXEIRA SIMÕES

Já tive um medo absurdo da solidão. Até ter uma gata. Mya filhote enfrentava sozinha a perigosa solidão da rua quando entrou em minha vida. Seus profundos olhos azuis, seu silêncio sereno e altivo, sua automia afetuosa me acompanharam num momento de intenso autoconhecimento e me ensinaram que estar só é bom quando estamos com "nós mesmas". Mya se encantou para o céu dos gatos. E eu não tenho mais medo da solidão, sei que ela não existe de verdade. Até porque...quem tem um gato como o Romeu - este siamix lindo que agora mora comigo - não sabe mais o que é estar sozinha. Nem no banho.



ÂNGELA BRETAS

“Tive a sorte de nascer sortudo e preto. Tão preto que consigo me esconder à noite e caçar ratos com facilidade. Tão preto que aos olhos de quem não me vê, viro sombra  e meu rabo vira cobra. Tão sortudo que meu nome foi dado em homenagem a todos os cubanos sortudos que escaparam de Cuba.  Não me importo em ser chamado por alguns de gato do azar, sou sortudo... cresci e vivo em um lugar repleto de flores e borboletas.  Minha mãe humana me ama. A sorte sempre me acompanha; vou  ter minha foto e minha história publicada ! Querem ver ? Apostem em mim! “ ( Cubano the cat )










Comentários

  1. Adoreiii essa postagens.
    Adoroo


    Alessandra Alexandria
    Pedagoga/psicopedagoga e escritora de literatura infantil contos e poesias.

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