Lica Cecato - uma artista brasileira para emocionar o mundo



Lica Cecato - talento e simpatia encantando o mundo
por Chris Herrmann

A música popular brasileira tem muito o que se orgulhar de mulheres como Lica Cecato. Seu talento é reconhecido no Brasil e internacionalmente. São 42 anos de carreira! Dona de uma voz belíssima, criativa, ela toca vários instrumentos, compõe, escreve poemas, pinta, fala várias línguas (italiano, inglês, alemão, japonês) e é uma das pessoas mais simpáticas, talentosas e inteligentes que tive o prazer de conhecer. Sim, conheci a Lica pessoalmente de uma maneira totalmente inusitada, porque eu moro na Alemanha e ela na Itália, em Veneza, sendo que ela viaja com frequência para fazer shows em diversos países, inclusive no Japão.


Em 2018, viajei ao Brasil para lançar um romance, visitar amigos e tirar férias. No voo de volta, sentei ao lado dessa bela mulher, de sorriso contagiante, olhos expressivos e uma voz lindíssima. Percebi que devia conhecê-la de algum lugar. Até que ela se apresentou e conversamos durante a viagem. A partir daí, fiquei ainda mais interessada em ouvir seus trabalhos mais recentes. De volta às nossas moradas, trocamos presentes pelos correios. Recebi um CD encantador da Lica que ouço com prazer e enviei meu recém-lançado romance daquele ano. A internet tem essa função honrosa de encurtar distâncias, e possibilitou que eu continuasse a manter esse contato com minha nova amiga. Hoje tenho o prazer de publicá-la na nossa revista.


Trago dois belos depoimentos que apenas confirmam minhas razões de admirá-la:

“Lica Cecato é dessas artistas raras, daquelas únicas, que surgem a cada geração. Quando a conheci, em Tóquio, nos idos dos anos 2004, impressionou-me seu domínio da cultura e da língua japonesas. Pensei no quadro da Madame Monet em quimono. Mas uma Madame Monet que sabia o que estava vestindo, entendia por que se usava o quimono, como se usava, desde quando se usava, que se expressava fluentemente em japonês, que amava e era amada pelos japoneses. Mas que falava igualmente italiano, francês, alemão, inglês, dialeto vêneto... Artista multifacetada, Lica canta divinamente, interpreta sensivelmente, se acompanha ao violão perfeitamente. Compõe, escreve poemas, os lê, pinta, desenha, cria, cultiva, compara, conquista. Enfim, irradia beleza, arte e cultura. Quando Eisenstein viu uma trupe de atores de kabuki em Moscou, em sua perspicácia, disse: “no kabuki, você vê os sons e escuta as imagens”. Assim também é Lica: completa, complexa, sinestésica, polímata e poliglota. Imaginem o prazer que é ver Lica Cecato no palco ou caminhar com ela pelas ruas de Veneza!” [Marco Antonio Nakata, diplomata]

“Viajando com a imaginação sobre o perfil de Lica, os tantos anos vividos no exterior, fizeram dela um ser livre, uma artista poderosa, de atitude e força de ação marcantes. Apesar de tudo isso, dentro de sua música, ela não usa, além do necessário, esta força como bandeira. Por isso mesmo o poder da essência, e sua abertura mental transparecem muito mais. Há também a Lica que adora o Japão e que é fluente em japonês. Por favor, conheçam e se familiarizem com sua música!” [Jin Nakahara, produtor musical e radialista]

Abaixo, dois vídeos para vocês se deleitarem com esse grande talento feminino da nossa MPB.





꧁☬☬꧂

Mas o deleite não termina por aqui, porque a Lica tem uma exposição de fotografias e pinturas, que devido à atual pandemia, a galeria não pôde abrir ao público para exibição. A boa notícia é que a própria Lica documentou em vídeo a exposição inteira, colocando como fundo musical a sua própria música. Leiam o texto sobre a exposição, a mensagem das  galeristas e assistam o vídeo de autoria da artista:

LICA CECATO exibe fotografias e pinturas na individual REFLEXOS e REFLEXÕES, com imagens, técnicas e materiais que traçam mapas geográficos-afetivos em sua produção.

As fotografias são de Veneza e surgem de uma questão levantada pela artista: “Será que Veneza foi planejada para ser múltiplas cidades em uma, que muda conforme a luz? As imagens, muitas vezes abstratas, que se formam nos canais, me atraem, me chamam, me fazem querer entrar por portas e janelas imaginárias, mergulhar num reflexo ou espelho (…) e me encontrar em outra dimensão.”

Nas pinturas Lica utiliza um papel do Nepal com técnica e pigmentos japoneses: “Quanto à minha relação pessoal com um papel feito à mão há 50 anos, no alto de uma montanha nepalesa, posso dizer que, apesar de ter pintado e desenhado sobre eles, me sinto como uma observadora, à escuta do que esses papéis têm a me dizer, como se fosse minha missão a de lê-los, escrevê-los, decifrá-los. Usei a técnica de impressão em seda de quimonos, os Katagamis, do início do século passado, que encontrei na antiga cidade de Kyoto, num antiquário.”


꧁☬☬꧂

Caros amigos,

Acreditamos que a arte tem a capacidade de estimular a nossa sensibilidade para o belo; de nos transportar para o campo da transcedência e da abstração; de nos fortalecer a subjetividade sobretudo em situação de fragmentação e adversidade como a que atravessamos neste momento.

Decidimos, então, oferecer a nossa contribuição com o envio de material de conteúdo artístico que lhes proporcione bons momentos.

Iniciamos com um tour virtual pela exposição de Lica Cecato, num vídeo produzido pela própria artista - imagens, edição e desenho de som.

Um abraço a todos com os nossos votos de plena saúde e bem estar.

Martha Pagy, Pedro Pagy e Bruna Estellita

martha@marthapagy.com.br
https://instagram.com/marthapagyescritoriodearte






꧁☬☬꧂


Lica Cecato
Radicada na Europa desde 1978, onde desenvolve uma carreira de sucesso em Festivais e Clubes de Jazz, a cantora paulista Lica Cecato ingressou na música por influência do pai maestro e do avô saxofonista. Começou a estudar piano aos seis anos e violão aos onze. Formada em Música pela Berklee College of Music, Boston - MA - USA. Lica já se apresentou em vários países, como EUA, Japão, Austrália e Marrocos.
O Brasil tem uma diva "globe-trotter", biscoito fino de inconfundível som-cor local, que o tapado mercado tupiniquim teima em ignorar, apesar de seus mais de 20 anos de carreira. Do exílio ao idílio. A cantora e compositora Lica Cecato tem se apresentado em festivais, teatros e clubes ao redor do mundo e encantado com sua magnética performance, um canto cool como o mais preciso dos sushis e o charme sensual de uma presença de tirar o fôlego.
* imagens/fotos do google

Comentários

  1. Multitalentosa e maravilhosa em tudo que faz. É um prazer Publicá-la em nossa revista, Lica.

    ResponderExcluir
  2. A Lica é tudo o que li acima, Chris. Poderosa, em toda sua arte.
    Não faço parte da classe artística. Sou uma fã, que se apaixonou pela sua voz, sua simpatia, sua comunicação com o público, num show que assisti num teatro aqui no Rio, e onde também dei gostosas risadas com passagens da sua vida, que ela contou.
    Tb consegui vê-la em ão Paulo. Infelizmente não temos a alegria de ouvi-la mais vezes, aqui no Brasil, o que é uma pena.
    Essa música que toca no vídeo Filme, acho gostosa, me remete à minha juventude.
    Tenho o cd QUERO QUERER, e sempre ouço, quando vou dormir. Leio um pouco, apago a luz, ligo o meu sonzinho, e durmo com a suave voz dessa incrível artista.
    Obrigada pela reportagem, Chris. Adorei.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que bom ler o seu depoimento de fã da Lica, Meinha. Feliz que tenha gostado da publicação. Um abraço.

      Excluir
  3. Maravilha!!!!!!🎵🎵🎵😉🙏❤❤❤❤❤

    ResponderExcluir

Postar um comentário

PUBLICAÇÕES MAIS VISITADAS DA SEMANA

Era uma vez 11 I Literatura infantil inclusiva da brasiliense Alessandra Alexandria

Divina Leitura | O mito da beleza por Naomi Wolf e suas consequências para a vida das mulheres contemporâneas

Cinco poemas de Angela Dondoni | "Transmutar"

Tertúlia Virtual | uma ideia genial de Marta Cortezão

Tertúlias Virtuais | Poesia: a Arte do Encontro

Resenha do livro infantojuvenil A ÚLTIMA FOLHA, de Adriana Barretta Almeida

Cinco poemas de Eva Potiguar | Uma poética de raízes imersas

Um conto de Carmen Moreno | "Dora"

De Prosa & Arte | Cumpleaños

Dois contos de Flávia Helena | "Amor não se joga fora" e "Terra Seca"