Duas prosas poéticas e irreverentes - Chris Herrmann

Arte de Luciane Valença



Nietzsche conto!

Dia desses, fui tomar um Schopenhauer e degustar um Platão de batatas fritas. Na hora de pagar, não tinha um Mileto sequer. “Descartes o cartão de crédito, pois só aceitamos dinheiro”, disse o Euclides.

“Meu Deleuze”, pensei! Voltaire a mexer na minha bolsa como quem tira e Sócrates tudo no mesmo Kant e nada! “Você é uma Sêneca!”, Foucault em mim um sujeito cheio de Spinoza no rosto. Respondi que não faço isso por Hobbes.

A coisa ficou Rousseau!! Nisso, quando pensei que me Freud toda, o Hegel do meu amigo apareceu e pagou tudo em Marcuse alemão. E o Euclides: Sartre fora!


Arte de Luciane Valença


Caderno de notas etílicas

Ouvia que Brahms era um bom Vivaldi e adorava um Chopin com os amigos.

Fiquei Verdi!


Antes que alguém reclamasse que me Debussy na mesa depois de Dvorák todo o estoque do Bach...


Fui lá, Paganini a conta e sumi da Ária.


Comentários

PUBLICAÇÕES MAIS VISITADAS DA SEMANA

A terapia da palavra em quatro poemas da jovem escritora Maria Luiza Brasil

PodPapo 07 | Entrevista com a cantora e multiartista Lica Cecato

A beleza no humanismo e na denúncia da poesia de Edir Pina de Barros

Para não dizer que não falei dos cravos | Poemas e videopoemas de Rogério Bernardes

A Poesia grandiosa de Rita Santana - seis poemas

Um conto de Érika Gentile | "Dor"

Três poemas de Dayane Soares | Uma poética do tempo e da ancestralidade

Um miniconto de Silviane Ramos | "De que cor ficou?"

Divina Leitura | As multiplicidades de "Santuário" de Maya Falks

Cinco poemas de Paula Valéria Andrade | A Pandemia da Invisibilidade do Ser